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CGD. Caderneta perde serviços e comissões viram “mensalidades”

Banco público vai começar a cobrar “mensalidades”, leia-se comissões de manutenção e outras, mas unificando vários serviços (e custos) num só

in: Dinheiro Vivo, 9 junho 2017

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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) apresentou ontem a “Conta Caixa”, conta onde agregará vários tipos de serviços hoje oferecidos de forma individual, mediante o pagamento de uma única mensalidade, entre os quatro e os nove euros de valor base – e inferiores em caso de domiciliações.

Concebido numa lógica de pacote de serviços a que podem ser acrescidos outros de modo avulso, e dividido por dimensões em modo pronto-a-vestir – “small, medium, large” -, este redesenho da oferta visa acabar com a dispersão de dezenas de produtos e serviços, muitas vezes redundantes, que hoje o banco oferece.

“A CGD acumulou vários serviços, produtos e ofertas ao longo dos anos, que foram ficando e criando até redundâncias entre ofertas. Se isto era viável quando as margens eram generosas, agora já não é”, explicou José João Guilherme, administrador do banco.

Mas além da procura pela otimização, a nova oferta da CGD prevê também alterações para quem utiliza as cadernetas da instituição, pois estas deixarão de poder ser usadas como formas de pagamento ou levantamentos nas máquinas da instituição em 2018, por questões legais – não tem chip eletrónico.

Segundo o banco, as cadernetas continuarão a existir mas servirão apenas para consultas, ou operações ao balcão, sendo que a ideia da CGD é que comecem a ser cada vez menos expressivas entre os clientes – atualmente ainda há cerca de cem mil que usam exclusivamente a caderneta. Nas contas novas abertas a partir de este mês, por exemplo, a caderneta já só é contemplada em casos específicos.

Além de deixarem de poder ser utilizadas como meio de pagamento, as cadernetas da CGD trazem outro tipo de entraves ao banco, explicou o administrador. “O banco tem um volume excessivo de transações feitas ao balcão, muito mais que os restantes bancos, de clientes que estão a atualizar a caderneta, a confirmar que um depósito entrou na conta ou a fazer pequenos levantamentos… Este tipo de volume exige muitos recursos”, detalhou. Reduzir este tipo de procura é uma das metas.

Mensalidades e comissões

“O conjunto de produtos dentro destes pacotes têm um custo superior em termos individuais do que vão custar em termos agregados”, assegurou José João Guilherme, já sobre a nova oferta de contas que a CGD já tem disponível.

Apesar de as comissões virarem mensalidades, o administrador assegura que muitos clientes podem sair beneficiados, além do preço final ser mais transparente e facilmente percetível pelo cliente. “Hoje paga-se uma comissão pela conta, outra pelo cartão de crédito, uma terceira por um outro serviço… Aqui incluímos vários serviços num só custo”, explicou.

Em paralelo com estas alterações, o banco sublinhou ainda que é dos poucos que não cobra qualquer valor pelas contas de serviços mínimos e que irá oferecer também a isenção de despesas de manutenção para clientes acima dos 65 anos com rendimento domiciliado na CGD – até 1,5 SMN.

A nova oferta da CGD, já disponível e explicada no seu site, tem sido bem recebidas pelos clientes, assegurou ainda o banco.

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