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TAP. Ramo de transporte aéreo lucra 15,9 milhões de euros em 2012

Os resultados completos do grupo TAP ficam para mais tarde, “vamos comemorar estes números primeiro”, referiu Michael Connoly, CFO da empresa, ontem aos jornalistas. Contudo, os indicadores parciais agora apresentados pela empresa deixam a administração prometer boas notícias também quando chegar a hora de apresentar as contas do grupo completo, normalmente deficitárias.

A companhia aérea divulgou ontem apenas as contas relativas ao transporte aéreo, que deixam de fora a empresa de manutenção no Brasil, por exemplo, tendo o ramo fechado 2012 com um lucro de 15,9 milhões de euros, valor que compara com o lucro de três milhões de euros registado em 2011 também pelo transporte aéreo. A companhia conseguiu aumentar a oferta de lugares em 4,1% ao longo do ano, respondendo dessa forma a uma subida de 4,9% na procura sem, no entanto, ter aumentado o total de aviões na frota. Mais eficiência na utilização, justificou Fernando Pinto, CEO da TAP, apontando que a taxa de ocupação dos aviões da empresa portuguesa subiu 0,5 pontos em 2012, para 76,8%.

O ano ficou marcado pela superação dos dez milhões de passageiros transportados pela TAP, tendo a empresa encaixado mais 6,7% em vendas de passagens, tipo de receita que superou os dois mil milhões de euros no ano passado. No total, e apesar do aumento em quase 200 milhões de euros dos custos da empresa, o acréscimo nos proveitos operacionais para 2,4 mil milhões de euros, quase em idêntica medida do aumento dos custos, permitiu compensar o salto nos gastos – que a empresa justificou novamente com os preços dos combustíveis.

Com as contas de ontem, a TAP, SA – o ramo de transporte aéreo – regista o seu quarto ano consecutivo a contribuir com lucros para o grupo como um todo, algo que tem permitido â empresa controlar e reduzir a dívida da transportadora aérea. “Estamos há cinco anos a reduzir anualmente a dívida de forma gradual”, referiu Connoly, que considera que o actual endividamento da TAP “é totalmente suportável” e que quem diga que “a TAP tem uma dívida insustentável não está correcto”. A companhia aérea fechou 2012 com 862 milhões de euros de dívida total, contra os 1042 milhões que registava em 2011. A dívida actual corresponde a 35% dos proveitos da empresa, quando em 2011 representava 46% do total.

Fernando Pinto, CEO, destacou ainda que a TAP está cada vez mais protegida da exposição ao mercado português, em contracção profunda. Segundo os valores avançados pela companhia, a TAP já vende quase mais no Brasil que em Portugal: as vendas do transporte aéreo em Portugal representam 25% do total, enquanto no Brasil já valem 23,6%. Em 2012, aliás, a TAP vendeu menos 1,3% no mercado português, quebra compensada pela subida de 5,6% nas vendas no Brasil ou de 10,6% na Europa – de longe o mercado mais importante da TAP, com um peso de 37,6% nas vendas totais.

Nota final para o gasto da empresa em combustíveis, que passou de 717 milhões para 810 milhões de euros de 2011 para 2012 – mais 13% –, isto quando a actividade da transportadora cresceu apenas cerca de 5% no mesmo ano.

in: Jornal i, 27 Fevereiro 2013

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