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Portugueses usaram menos 46,3 milhões de vezes os transportes em 2012

Menos 127 mil passageiros por dia. Este é o cenário negro da evolução dos transportes terrestres e fluviais em Portugal ao longo do ano passado. No total do ano foram registados menos 46,3 milhões de passageiros nos modos ferroviário, rodoviário, metropolitano e fluvial, com o total de passageiros nestes modos a cair para perto de 380 milhões de utentes, contra os 426,5 milhões de 2011.

O Instituto Nacional de Estatística (INE), revelou ontem os dados relativos à procura no quarto trimestre de 2012 pelos transportes em Portugal. Além da quebra acentuada na procura nesse período, permitindo já fazer as contas ao ano todo, os dados mostram um outro dado preocupante: é que a hemorragia continua a acelerar. Se nos primeiros três meses do ano passado a procura por transportes tinha caído 8,4% em comparação com o mesmo período de 2011, nos trimestres seguintes a quebra continuou a ganhar força:_caiu para 10% no segundo trimestre, 10,4% no terceiro, chegando ao final do ano com uma quebra trimestral de 11,5% na procura.

Foi no metro de Lisboa que se registou a quebra mais acentuada na procura, tanto em valores absolutos como relativos. A rede de metropolitano da capital perdeu 24,6 milhões de passageiros o ano passado, segundo o INE, uma quebra de 12,9%, fechando 2012 com 166,1 milhões de passageiros – contra os 190,7 milhões de 2011. Em termos relativos seguem-se os transportes fluviais, procurados por menos 12,3% de utentes no ano passado (quebra de 3,8 milhões).

O_transporte ferroviário surge no lugar de bronze das quebras na procura, com uma redução de 11,5% no total de passageiros, ou menos 17 milhões de bilhetes vendidos o ano passado, que fechou com 132,2 milhões de utentes. Neste caso são as ligações suburbanas que mais estão a sentir a quebra na procura de transportes, com menos 11,5% de passageiros registados. Nas ligações interurbanas a procura recuou 11,3% e nas ligações internacionais apenas 2,3%.

A forte quebra na procura dos transportes deve-se à conjugação de vários factores, do aumento do desemprego no país ao empobrecimento da população via aumento do custo de vida, dos impostos e dos cortes salariais, mas também aos fortes e sucessivos aumentos das tarifas levados a cabo pelo governo desde que entrou em funções. Todos estes factores foram tornando os transportes inacessíveis para muitos portugueses desde Agosto de 2011.

Em contraciclo com os transportes terrestres, e segundo os dados do INE, está o transporte aéreo, cujo total de passageiros cresceu ao longo do ano passado. O total de passageiros de/para Portugal subiu 0,8% em 2012, com mais 257 mil passageiros registados no país, para um total de 31,17 milhões. Este crescimento apenas foi sentido no aeroporto de Lisboa, pois de acordo com os dados antes divulgados pela ANA – Aeroportos, só esta infra-estrutura aumentou o total de passageiros no ano passado.

in: Jornal i, 28 Fevereiro 2013

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