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Comentários e síntese ao Livro I de “A Utopia”, nos 500 anos da obra

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Livro I de “A Utopia”

Versão utilizada: Morus, Tomas, “A Utopia”, 16ª edicao, José Marinho (trad.), Babel, 2016

utopos

Neste texto propõe-se uma síntese do Livro I de “A Utopia”, de Tomas More, volvido o 500º aniversário da publicação da obra. A síntese foi elaborada para ‘consumo próprio’, à medida que o tempo o permitiu, servindo de guião para revisitas ao livro e não mais do que isso. Neste texto procura-se essencialmente extrair a espinha do Livro I de More de um ponto de vista pessoal.

Outubro 2016/Dezembro 2017

Hitlodeu, o alter ego fala-barato de Tomás More

O livro arranca na Flandres, local escolhido para uma conferência internacional entre Henrique VIII e Carlos I, respectivamente governantes de Inglaterra e Castela, reunidos para dirimir um conflito entre as coroas. Carlos I foi proclamado Rei em maio de 1516, depois de passar a infância na mesma Flandres.

Reunidos em Bruges, as delegações de cada coroa não chegam a qualquer acordo, interrompendose as negociações para os espanhóis consultarem com o seu Rei, então em Bruxelas. Tomas More (TM), um dos representantes de Henrique VIII, aproveita a pausa para ir até Antuérpia.

É nesta cidade que TM conhece Pedro Gilles que, por seu turno, lhe apresenta Rafael Hitlodeu, uma utopia dentro da utopia, como veremos, e que como tal está longe de se enquadrar no espírito da época – ou mesmo de qualquer outra, anterior ou posterior.

Um “estrangeiro de certa idade”, “tez muito morena”, “barba comprida”, são os primeiros traços de Hitlodeu que More nos dá conta. “Não existe na terra nenhum outro capaz de dar tão completos e interessantes pormenores acerca dos homens e das regiões desconhecidas. Ora eu não ignoro a curiosidade que tendes por tal género de notícias.” (p.21)

  • Sobre Rafael Hitlodeu: Personagem criada por TM para servir de ‘anfitrião’ da Utopia e que serve de porta-voz do próprio TM para criticar as sociedades que conhece, enquanto submete as suas críticas a um intenso exame ao colocar-se em diálogo consigo próprio. Temos em Hitlodeu um alter ego de TM, livre de amarras práticas ou realistas, que é colocado em debate com o próprio More….

[Continuar a ler: Uma síntese – Morus Livro I]

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