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Em vésperas de AG, CaixaBank, BPI e BCE remetem-se ao silêncio

BCE remete para o banco mas BPI não diz se já tem resposta do BCE sobre venda do BFA. Banco também não comenta se BFA já pagou dividendos devidos

in: Dinheiro Vivo, 12 dezembro 2016

Em véspera de uma assembleia-geral decisiva, o Banco Central Europeu (BCE), o CaixaBank e o BPI estão remetidos ao silêncio. A venda de 2% do Banco Fomento de Angola, ou seja a entrega da posição de controlo no banco, em princípio terá de ser votada pelos acionistas amanhã mas ainda não se sabe se a operação é suficiente para o banco deixar de estar em incumprimento perante as regras europeias.

A 23 de novembro último, a assembleia-geral do BPI que iria servir para debater a venda do Banco Fomento Angola acabou adiada para 13 de dezembro, amanhã, por proposta do CaixaBank. O grupo espanhol justificou o pedido de suspensão com o facto de ainda aguardar a confirmação por parte do BCE de que a venda do BFA permite ao BPI deixar de estar em incumprimento com o limite de exposição a grandes riscos. Quase três semanas volvidas, já haverá resposta?

“Como regra, não comentamos sobre instituições individuais. Deixamos que sejam os bancos a fazer comunicações”, respondeu fonte oficial do Banco Central Europeu. Questionado o BPI, a resposta foi que o banco não tem qualquer comentário a fazer. Já o CaixaBank apontou que também não fará quaisquer comentários.

O negócio da polémica

Este negócio fechado pela administração de Fernando Ulrich para a venda de 2% do capital do BFA tem estado envolto em grande polémica desde antes do seu anúncio, com grande parte dos donos do capital do banco a contestarem esta transação por considerarem que só beneficia os dois maiores acionistas – CaixaBank e Santoro.

O grupo que reúne os acionistas minoritários do BPI já ameaçou publicamente abrir vários processos judiciais contra a administração do banco e prometeu que iria tentar impedir estes dois acionistas de votarem na AG, já que identificam um claro conflito de interesses no negócio.

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Em causa o facto da venda do BFA a Isabel dos Santos ser vista como a moeda de troca para a aprovação da desblindagem dos estatutos do BPI por parte de Isabel dos Santos – o BPI entregou o controlo do BFA à empresária com desconto, com o CaixaBank a receber em troca a desblindagem, acusam. Além disso, os minoritários sentem que foram igualmente lesados por este negócio, exigindo uma subida da contrapartida oferecida pelo CaixaBank na OPA que tem em curso sobre o BPI.

Já no entender da administração do BPI, a venda de 2% do BFA a Isabel dos Santos é “absolutamente fundamental” para o banco evitar “gravíssimas consequências”.

Outro assunto no comments

Há ainda um outro assunto sobre o qual o BPI não quis comentar: os 66 milhões de euros em dividendos devidos pelo BFA, valor que o banco pediu que fosse entregue até à última sexta-feira.

No final de outubro, o banco de Fernando Ulrich explicou que subjacente à venda da posição de controlo do BFA a Isabel dos Santos estava a ideia que tanto a Unitel como o BFA se comprometiam a promover “todos os esforços que sejam possíveis” para que os dividendos devidos pelo banco angolano ao BPI sejam pagos “até 9 de dezembro de 2016”.

Questionado agora sobre o ponto de situação destes dividendos, o banco também preferiu não fazer comentários sobre este assunto.

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