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FMI: Deutsche Bank é o maior risco mundial para a estabilidade

FMI recomenda às autoridades alemães que reexaminem os planos de resolução para os bancos de forma a garantir que estes estão devidamente operacionais

in: Dinheiro Vivo, 30 junho 2016

O alemão Deutsche Bank é a instituição financeira que atualmente mais riscos coloca sobre a estabilidade mundial enquanto fonte potencial de choques externos, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI) num relatório publicado esta quarta-feira à noite.

“Entre os bancos globais de importância sistémica [G-SIB], o Deutsche Bank aparenta ser o maior contribuinte líquido para riscos sistémicos, logo seguido do HSBC e do Credit Suisse”, refere o FMI no relatório Financial Sector Assessment Program, ontem atualizado.

“A importância relativa do Deutsche Bank realça a importância da gestão de risco, da intensa supervisão dos G-SIB e da monitorização apertada das exposições transfronteiriças, assim como da urgência em completar os novos regimes de resolução”, aponta o FMI.

As conclusões do FMI surgiram quase em simultâneo à divulgação por parte da Reserva Federal de que as unidades norte-americanas deste banco alemão e do espanhol Santander chumbaram nos testes de stress daquele país, tendo sido os únicos em 33 entidades a chumbar.

Mas além do Deutsche Bank, o FMI alerta para todo o sistema bancário alemão, francês, britânico e norte-americano: “Alemanha, França, Reino Unido e os EUA apresentam o maior risco de contágio dada a percentagem de perdas de capital que podem infligir em outros sistemas bancários.” A análise do FMI destaca que apesar dos riscos de contágio interno destes sistemas estarem controlados, estes acabam por apresentar um maior potencial para contágios externos.

O FMI conclui recomendando às autoridades alemães que reexaminem todos os planos de resolução para os bancos de forma a garantir que estes já estão devidamente operacionalizados, incluindo a capacidade para avaliar em tempo útil os ativos eventualmente transferidos em contexto de resolução.

Ontem, o ministro das Finanças alemão foi confrontado com os riscos crescentes sobre o Deutsche Bank, tendo evitado a pergunta ao “ameaçar” Portugal com um novo resgate na resposta sobre o banco alemão. Já o Deutsche Bank, contactado pelo “Wall Street Journal“, recusou fazer comentários às conclusões do FMI.

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