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Benfica com prejuízo de 9,3 milhões no terceiro trimestre

Ao contrário da época passada, com as saídas de Bernardo Silva e Franco Jara, Benfica não vendeu atletas no mercado de inverno. Daí a quebra

in: Dinheiro Vivo, 31 maio 2016

O Benfica terminou o terceiro trimestre do ano com um resultado líquido negativo próximo dos 9,4 milhões de euros, comunicou o clube esta noite à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários. Já ao nível do resultado operacional, “incluindo os direitos de atletas”, esta rubrica atingiu os 4,2 milhões positivos.

O prejuízo de 9,39 milhões de euros obtidos nos primeiros nove meses do exercício fiscal do clube da Luz comparam com os 13,9 milhões de euros de lucros conseguidos no mesmo período do ano anterior. No final do primeiro semestre, os encarnados ainda tinham as contas no verde ainda que já reconhecessem uma quebra de 62% nos lucros.

“No final do terceiro trimestre de 2015/16, a Benfica SAD apresenta um resultado líquido negativo que se aproxima dos 9,4 milhões de euros, continuando em termos operacionais a manter um resultado positivo, que ascende a 4,2 milhões de euros”, refere o SLB, em comunicado. No final de dezembro – ou seja final do primeiro semestre para os clubes de futebol – o Benfica reportava lucros de 5 milhões contra os 13 milhões obtidos no primeiro semestre da época anterior.

“Um recuo”

O Benfica reconhece que os números agora divulgados “representam um recuo face aos obtidos no período homólogo”, explicando a variação ao facto de “não terem ocorrido alienações de direitos de atletas no terceiro trimestre de 2015/16”, ou seja vendas no chamado mercado de inverno. Na época anterior, o Benfica registou nesse período as vendas de Bernardo Silva e Franco Jara.

“Desta forma, o resultado com direitos de atletas no final deste trimestre ascende a um valor negativo de oito milhões de euros, face ao montante positivo de 32 milhões de euros apresentado no período homólogo, passando as operações com atletas a influenciar negativamente os resultados operacional e líquido.”

O clube da Luz destaca ainda que sem contar com os direitos de atletas, o resultado operacional disparou para 12,2 milhões de euros, contra 112 mil euros nos primeiros nove meses da época passada, culpa do sucesso da equipa de Rui Vitória na Liga dos Campeões.

“Os rendimentos operacionais do grupo, no final do terceiro trimestre de 2015/2016, ascendem a 95,4 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 22,7% face ao período homólogo. Esta variação é essencialmente explicada pelo desempenho desportivo na Liga dos Campeões”, tendo o clube recebido 30 milhões de euros da UEFA até 31 de março à conta desse mesmo desempenho.

“De referir que este valor não tem em consideração o prémio de passagem aos quartos-de-final”, destacam ainda os encarnados, um valor que só será reconhecido nas contas do quarto trimestre. Na época anterior, com Jorge Jesus, os prémios da UEFA não chegavam sequer aos 15 milhões de euros no final de março.

Sobre o trimestre que ainda falta do ano financeiro do clube, o Benfica salienta que “a transferência dos direitos desportivos” de Renato Sanches será apenas reconhecida “no quarto trimestre”, o que permite “perspetivar uma melhoria significativa do resultado líquido do Benfica”.

Inverter capitais próprios negativos

No comunicado enviado à CMVM, o Benfica reconhece ainda que a 31 de março de 2016 apresentava um capital próprio consolidado negativo em 8,1 milhões de euros, “sendo esta situação essencialmente justificada por não terem ocorrido alienações de direitos de atletas” entre janeiro e março.

Contudo, a administração do clube aponta que “esta situação deverá ser revertida até ao final do presente exercício, como consequência das transações de direitos de atletas que vierem a ocorrer até 30 de junho“. O clube perspetiva assim “voltar a apresentar capitais próprios consolidados positivos, à semelhança do que tinha vindo a acontecer desde 31 de dezembro de 2014 no final de cada trimestre”.

A administração presidida por Luís Filipe Vieira aponta ainda que “é possível continuar a melhorar de forma faseada os rácios de capitais próprios da Benfica SAD através de uma evolução positiva dos resultados durante o decorrer deste exercício e dos próximos anos”, desde que se regista uma “maximização de receitas operacionais” e uma “presença assídua na Liga dos Campeões”.

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