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Ensino Superior. Há mais dois mil bolseiros mas bolsas mínimas crescem 23%

Valor médio das bolsas no Ensino Superior Público caiu 7%, com menos 148 euros por beneficiário. Total de bolseiros com valor mínimo dispara 22,5%

O total de alunos com direito a bolsa de estudo para o Ensino Superior público cresceu no corrente ano letivo, registando-se mais 3,91% de apoios aprovados face ao ano anterior – mais 2 200 alunos com bolsa. Os dados, apurados até 3 de fevereiro último, são da Direção-geral do Ensino Superior (DGES).

O aumento no total de alunos com direito a bolsa no Ensino Superior público, universo onde se encontram cerca de 90% do total de alunos do ensino superior com direito a bolsa, veio, contudo, com um preço: as bolsas médias valem este ano menos 148 euros que em 2014-2015, um recuo de 7,15%.

Segundo a DGES, este ano entraram perto de 80 mil requerimentos para acesso a bolsas de ação social direta nas instituições de ensino público, mais 3,8% que os 76,9 mil requerimentos registados em 2014-2015. Em ambos os anos, cerca de 74% dos pedidos foram aceites: 57,8 mil em 2014-2015, 59,4 mil no corrente ano.

Conforme escreveu o “Público” esta terça-feira, houve um aumento de 12 mil bolseiros no total do ensino superior, tanto público como privado, um crescimento atribuído às alterações das regras de acesso introduzidas ainda pelo anterior governo.

Esta alteração permitiu que mais alunos tivessem em condições de concorrer às bolsas. No entanto, muitos deles apenas conseguiram aceder apenas ao valor mínimo da bolsa, daí a tendência de recuo do valor médio das mesmas: aumentou-se o acesso, reduziu-se o valor por beneficiário.

Mais 23% de bolsas mínimas

Sem valores globais para o total do ensino superior, os dados do DGES consultados pelo “Dinheiro Vivo” mostram que no Ensino Superior público as bolsas médias atribuídas em 2014-2015 foram de 2 071 euros e 1 928 euros anuais, dependendo se a mesma foi atribuída com ou sem direito a complementos. Já no corrente ano, a média destes apoios caiu para 1 923 euros e 1 793 euros, respetivamente com e sem direito a suplementos – de deslocação por exemplo.

A puxar a média para baixo está então o facto de ter sido atribuída um maior número de bolsas mínimas este ano. Os dados da DGES mostra que neste ano letivo foram atribuídas 24 032 bolsas mínimas (40,4% das bolsas totais no Superior público), um valor 22,5% acima das 19 618 bolsas de valor mínimo no ano anterior (34,3%).

Já nos bolseiros com direito ao apoio máximo houve um recuo, de 53 casos para 42 casos, ou seja uma quebra de quase 21%. Estes valores, tal como os relativos ao total de bolseiros do corrente ano, ainda devem ser vistos como provisórios, já que no início deste mês a DGES ainda contabilizava 1 545 requerimentos de alunos do ensino público em análise.

in: Dinheiro Vivo, 18 fevereiro 2016

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