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Exigências da easyJet travaram low-cost na ilha Terceira

Companhia queria contrapartidas financeiras para cobrir custos fixos, riscos comerciais e financeiros e custos de handling durante três anos

 

As condições exigidas pela easyJet para a abertura de um voo low-cost com destino à ilha Terceira, Açores, “contrariavam o acordo de liberalização do espaço aéreo dos Açores”, não tendo por isso sido possível chegar a um acordo com a transportadora.
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Ao longo do ano passado foram sendo veiculadas várias notícias dando conta do interesse da easyJet mas também da Ryanair em prosseguir com a abertura de rotas low-cost para os Açores, no caso para a ilha Terceira. Michael O’Leary, CEO da Ryanair, chegou a criticar o governo de então à conta da recusa da sua oferta.
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Contudo, e segundo esclarecimentos prestados agora pelo ministério da Economia focadas apenas no caso da easyJet, o problema esteve no nível de exigências – aos contribuintes – apresentado pela companhia aérea.

 

Contrapartidas

Sublinhando que este é um dossiê que foi “conduzido pelo anterior governo”, a Economia aponta que apurou os detalhes da negociação junto do Turismo de Portugal que, apesar de não ter participado no processo negocial, foi informado posteriormente da proposta que a companhia aérea apresentou ao Estado.

“O teor da proposta da empresa easyJet”, refere o ministério, “incluía contrapartidas que consistiam em exigências financeiras ao longo de três anos para cobrir custos fixos, riscos comerciais, financeiros e custos de handling”, aponta a tutela.

Além disso, a easyJet queria também aproveitar para avançar com “alterações na operação da empresa em Portugal”, um “acordo de exclusividade para além das companhias aéreas que já operam o mesmo trajeto”, a “garantia de rácios de operação” e outro tipo de contrapartidas “que contrariavam o acordo de liberalização do espaço aéreo dos Açores”.

Nada em negociação

O ministério da Economia prestou estes esclarecimentos em resposta a um conjunto de questões apresentado pelo grupo parlamentar do Partido Socialista no início de dezembro de 2015.

No enquadramento das questões, os deputados socialistas lembravam que “a vinda de companhias aéreas de baixo custo para a ilha Terceira” era uma das formas que o anterior governo prometia compensar os habitantes pela redução militar levada a cabo na base das Lajes.

Na resposta, a Economia aponta ainda que “o Turismo de Portugal não tem em curso negociações relativas a rotas específicas para a ilha Terceira nem conhecimento de proposta de rotas externas para a mesma”.

 

in: Dinheiro Vivo, 28 janeiro 2016

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