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Grécia. Frente a frente marca entrada na recta final da luta pelo voto

Líder da Nova Democracia garante que vai vencer eleições de domingo mas sondagens ainda mostram empate. Debate de hoje pode decidir muitos votos

Em rota ascendente nas sondagens e também em índices de popularidade, Evangelis Meimarakis, líder do partido de centro-direita Nova Democracia (ND) mostrou-se ontem bastante confiante para as eleições de dia 20: “Vou ser primeiro-ministro e vou convidar outros partidos para o governo caso Tsipras recuse”, disse durante a campanha em Tessalónica.

Sobre os últimos meses, Meimarakis defendeu que o seu adversário directo nas eleições de domingo “caiu num vácuo estratégico” dadas as diferentes posições que foi tomando desde Janeiro. Sobre a hipótese de convidar Tsipras para formar governo com a ND, Meimarakis referiu que a única dúvida era saber se Tsipras aceitará ou se vai “preferir ficar de fora a atacar. Se o Sr. Tsipras quiser participar no governo como vice, iremos debater a hipótese com o nosso staff”. A confirmar-se um entendimento entre ND e Syriza, só serão aceites no governo membros do Syriza comprometidos com o terceiro resgate, explicou o líder da ND.

Sondagens e debate Apesar da confiança demonstrada por Meimarakis, as sondagens continuam a antecipar umas eleições bastante renhidas no domingo, com Syriza e ND separados por muito pouco, existindo ainda 10% a 15% de indecisos.

O debate da última semana de pouco serviu, provavelmente por ter reunido sete líderes partidários que, mais do que debater, foram entrevistados à vez por um painel de jornalistas. Trocas directas de argumentos, só de quando em vez. Assim os gregos ficaram na mesma ao final de três horas: uma sondagem ontem publicada mostrava que entre os 70% de eleitores que viram o debate, 84% não mudou ou decidiu o seu voto. Mas esta noite pode ser diferente.

Com as sondagens a mostrar intenções de voto bastante próximas entre a Nova Democracia e o Syriza agora de centro esquerda, vai persistindo a ligeira vantagem para Tsipras: nos três inquéritos publicados este fim-de-semana, o Syriza surge à frente em duas, por 0,2 e 0,7 pontos, com ambos os partidos a surgirem empatados na terceiro (28% a cada).

Em relação aos restantes, a Aurora Dourada, de extrema-direita, continua a surgir como o terceiro (6,5%-7% nas três sondagens), seguido pelos comunistas do KKE, escolhidos por 5,5%-6,2% nos inquéritos dos últimos dias. Apesar de surgirem em terceiro e quarto, Aurora Dourada e o KKE são contra o resgate, pelo que estão de fora do jogo de coligações.

É assim importante olhar para os resultados que se antecipam para os socialistas do Pasok e para o partido mais ao centro, o To Potami. Estes partidos são os que têm apresentado as intenções de voto mais elevadas entre os pequenos que apoiam o terceiro resgate, devendo por isso ser os primeiros a ser contactados para a formação de uma coligação maioritária. Ambos têm apresentado intenções de voto entre os 4% e os 5%, com o Pasok a surgir ligeiramente à frente.

Com estes níveis de votação, Pasok e Potami deverão conseguir eleger entre 10 a 16 deputados cada, números que somados entre si e também aos que serão eleitos pelo partido vencedor – que tem direito a 50 lugares extra por ser o mais votado – deverão permitir que surja um governo maioritário, ganhe a Nova Democracia de Meimarakis ou o Syriza de Tsipras.

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