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Grécia. Desemprego volta a subir e está por trás da maioria dos suicídios

A taxa de desemprego na Grécia voltou a subir em Junho para 25,2%, mês em que o país forçado a fechar os bancos e limitar levantamentos

A taxa de desemprego na Grécia regressou às subidas em Junho, mês em que o país foi forçado a implementar uma série de medidas de controlo de capitais, depois do BCE recusar aumentar o financiamento de emergência ao sector bancário.

Segundo dados ontem divulgados pela ELSTAT, o organismo estatístico grego, o desemprego no país passou de 25%para 25,2% de Maio para Junho, ainda próximo do valor mínimo mensal registado na economia grega desde que os credores começaram a forçar medidas de austeridade, os 24,9% de Maio de 2012. Mas este mínimo seria sol de pouca dura, já que menos de ano e meio depois o desemprego na Grécia chegou ao valor máximo de sempre:os 27,9% registado em Setembro de 2013.

A taxa de desemprego na Grécia continua a representar mais do dobro do desemprego médio da zona euro, que em Julho último se situava em 10,9%, o valor mais baixo dos últimos três anos.

Dívida, desemprego e suicídio Ontem, Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, foi divulgado um estudo em Atenas que aponta o dedo à crise financeira grega e a sua interminável duração  como a maior causa para o crescimento dos suicídios registados no país nos anos de austeridade.

Segundo os dados revelados pela Direcção-Geral de Saúde e Apoio Social, entre 2013 e 2014 o desemprego e a incapacidade de pagar dívidas foram as duas principais causas dos suicídios contabilizados. Já de acordo com ELSTAT, só entre 2011 e 2012 houve um crescimento de 7% nos suicídios na Grécia, de 477 casos para 508.

Eleições e debates A questão financeira sobrepôs-se à humana no debate de quarta-feira entre os sete líderes partidários gregos, com os resgates, as responsabilidades sobre os mesmos e a dureza de cada um deles a ser a entrada, o prato principal e a sobremesa. Tsipras defendeu os seus sete meses de governo mas admitiu que no período “houve excessos e erros”.

Salientou ainda, que ao contrário dos seus antecessores, o Syriza pelo menos negociou com os credores, criticando a Nova Democracia por se ter limitado a aceitar as exigências dos credores. Já Meimarakis puxou pela honestidade:“Nunca prometemos rasgar o memorando”, como fez Tsipras. Esta segunda-feira os líderes realizam um debate a dois que pode ser decisivo, dada o empate nas sondagens e os  mais de 10% de indecisos.

in: Jornal i, 12 Setembro 2015

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