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Grécia. Tsipras e Meimarakis em luta taco a taco

As múltiplas sondagens sobre as eleições de dia 20 na Grécia vão confirmando que Syriza e Nova Democracia estão taco a taco nas intenções de voto. Se na quarta-feira a GPO avançava pela primeira vez com projecções que davam vantagem à Nova Democracia (25,3% contra 25% do Syriza), um novo inquérito, agora da Pulse, atribuiu 27% a Alexis Tsipras e 26,5% a Evangelis Meimarakis.

Tanto o Syriza como a Nova Democracia já estão em plena campanha eleitoral e além da sua própria votação, Tsipras deverá estar atento às intenções de voto que vão sendo atribuídas aos Gregos Independentes (ANEL), o seu parceiro de coligação no governo que saiu das eleições de Janeiro. Com a maioria das sondagens a atribuir menos de 3% ao ANEL, o mínimo para ter um lugar no parlamento, o Syriza além de ver a sua votação cair, também corre o risco de perder o seu anterior parceiro.

O partido de Alexis Tsipras, no entanto, tem levantado dúvidas sobre os números que as sondagens vão apresentando, já que nas anteriores idas às urnas os resultados fugiram sempre um pouco do que apontavam as sondagens. “O nosso objectivo continua a ser obter a maioria no parlamento e nesse caso vamos querer repetir a coligação com os Gregos Independentes”, disse Panos Skourletis, ex-ministro da Energia de Tsipras, em declarações à “Mega TV”, reiterando de seguida a recusa em vir a aliar-se com a Nova Democracia para formar governo.

Além das intenções de voto, também o aumento da popularidade de Evangelis Meimarakis é um factor a destacar. O inquérito da GPO avançou com 44,3% de aprovação para o líder da Nova Democracia contra os 41,9% de Tsipras, que nem há três meses apresentava mais de 70% neste indicador. Este dado é relevante sobretudo se tivermos em conta que todas as sondagens até agora publicadas apontam para mais de 10,5% de indecisos.

“Dirijo-me aos cidadãos que votaram no Syriza, ou que se abstiveram, para lhes dizer que o seu voto foi de protesto mas que o custo disso foi muito alto. Valerá mesmo a pena votar no Syriza outra vez?”, atirou Evangelis Meimarakis numa acção de campanha na quarta-feira. “Em sete meses, o governo do Syriza tornou as coisas bem mais difíceis para os gregos, em todos os sectores”, rematou.

Atenção às sondagens Há dois factos a ter em conta na leitura das sondagens. Desde logo ter presente o histórico das projecções recentes na Grécia: tanto nas eleições de Janeiro como no referendo de Julho estas ficaram um pouco aquém dos resultados – julgava-se, por exemplo, que iria ser uma luta renhida entre o “Sim” e o “Não” e as urnas deram uma vitória clara do “OXI”.

Agora, com as eleições à porta, é de esperar também alguma diferença entre projecções e resultados – até por causa do elevado número de indecisos, acima de 10%. O que ninguém sabe, porém, é para onde irá parar a eventual diferença, isto quando o Syriza está em clara perda – tanto de eleitores, como de membros do partido.

Aqui chegamos ao segundo ponto: é que a proximidade das intenções de voto entre Syriza e ND não resultará numa presença parlamentar igualmente próxima. Segundo a lei grega, há 50 lugares reservados para o vencedor – mesmo que seja por um voto. É por isso que, pegando no cenário da última sondagem, os 27% do Syriza valeriam 130 deputados (80+50) contra os 78 que valeriam os 26,5% da ND.

Por fim, e mesmo tendo em conta estas nuances, algo parece já evidente: sem coligação entre Syriza e ND, que ambos recusam, não será possível ao próximo governo ter maioria sem se unir a mais dois partidos. É que além de Tsipras e Meimarakis, nenhum outro supera os 5-6% – 10 a 15 deputados – e além disso ninguém deseja unir-se ao terceiro partido mais votado em todas as sondagens: a extrema-direita.

Evolução das sondagens da ALCO e da Pulse:

Em  Janeiro ALCO – 30/8 ALCO – 2/9 VAR. Pulse – 1/9 Pulse – 2/9 VAR.
SYRIZA 36,34% 22,6% 23,0% 0,4% 27,5% 27,0% -0,5%
Nova Democracia 27,81% 21,1% 22,6% 1,5% 26,5% 26,5% 0,0%
Aurora Dourada 6,28% 6,3% 6,1% -0,2% 6,5% 6,5% 0,0%
KKE 5,47% 4,7% 5,5% 0,8% 5,5% 5,5% 0,0%
To Potami 6,05% 5,1% 4,4% -0,7% 5,5% 5,5% 0,0%
PASOK 4,68% 4,1% 4,2% 0,1% 5,5% 6,0% 0,5%
Uni. Popular (LAE) 3,0% 3,9% 0,9% 3,0% 4,5% 1,5%
U. Centrista (EK) 1,79% 4,0% 3,6% -0,4% 4,5% 3,5% -1,0%
ANEL 4,75% 2,4% 2,2% -0,2% 2,5% 2,5% 0,0%
Indecisos 13,6% 14,0% 0,4% 10,5% 10,5% 0,0%

in: ionline, 3 Setembro 2015

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