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Recompra de dívida contribuiu para aumento de 32% nos juros

“Taxas e taxinhas” ajudam estratégia de consolidação pela receita. Multas na estrada duplicaram

Quatro anos volvidos, o ajustamento português, que segundo o governo seria feito dois terços pela despesa, continua quase inteiramente assente na receita. Os impostos, já altos, continuam a subir este ano, tendo permitido um encaixe de quase 12 mil milhões de euros entre Janeiro e Abril, mais 458 milhões que no mesmo período de 2014.

Este ano, porém, há mais do que apenas impostos já que o governo está também a recolher frutos nas “taxas e taxinhas”: foram 153 milhões de euros em quatro meses, mais 7,6%. A isto há que juntar as “multinhas” já que os condutores este ano aparentam estar na mira do executivo, tal a evolução súbita desta receita: aos 18,3 milhões angariados em multas do código da estrada entre Janeiro e Abril do ano passado, seguiram-se 36,4 milhões no mesmo período deste ano, ou seja, mais 98,4%. Os dados foram ontem avançados pela direcção-geral do Orçamento, no boletim da execução orçamental de Abril.

Segundo este boletim, entre Janeiro e Abril as contas públicas registaram um défice de 2,018 mil milhões, menos 226 milhões que no mesmo período de 2014 – melhoria só possível graças ao pagamento antecipado de dividendos pelo Banco de Portugal, que este ano fez chegar os valores em Abril, quando em 2014 o fez em Maio.

Para o resultado do défice até Abril contribuiu ainda o crescimento das receitas, em mais 2,7%, o que serviu para compensar a evolução da despesa, que continua a subir, agora mais 1,5%. O peso dos juros cobrados pela dívida pública continua a ser o factor mais pesado e que mais engorda, tendo a factura disparado 32,2% entre Janeiro e Abril, ou mais 569 milhões de euros, levando um total de 2,33 mil milhões em quatro meses.

Segundo a DGO, o salto da rubrica dos juros ao longo deste ano é justificado por um maior stock de Obrigações do Tesouro a vencer mas também pelo início dos dos pagamentos de empréstimos “solidários” da Europa e por culpa do programa de recompra de dívida decidido pelo governo, “que implicaram uma antecipação do pagamento de juros associados”.

in: Jornal i, 26 Maio 2015

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