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Comissão de Trabalhadores acusa governo de ter piorado efeitos da greve de propósito

CT lembra que a Constituição obriga a ouvir os trabalhadores em todos os passos de uma reestruturação.

Enquanto os diferentes sindicatos da TAP vão reajustando estratégias, a Comissão de Trabalhadores (CT) da empresa pediu ontem “a união de todos na luta contra a destruição daquilo que tanto e a tantos custou construir”, apontando como sua “principal preocupação que os trabalhadores da TAP possam dar uma grande resposta ao agravamento da ofensiva do governo contra a TAP que se desenha para os próximos dias”.

Em comunicado, a CT lembra que qualquer reestruturação que se faça na empresa, e “como manda a lei e a Constituição”, implica “a participação em todos os seus passos da CT”. A esse propósito, a comissão questionou Fernando Pinto sobre se haveria quaisquer estudos relativos às medidas, exigidas pelo governo, de compensação de custos. “Foi-nos garantido que neste momento não existe qualquer processo de reestruturação, e que simplesmente estão a ser estudadas algumas medidas alternativas”, refere o comunicado. “A CTmostrou-se completamente disponível para discutir essas medidas”, pedindo que se deixe de lado a “obsessão de privatizar” e que se passe a discutir “medidas a tomar para que a TAP contribua cada vez mais para a produção de riqueza em Portugal”.

Ainda no comunicado sobre a reunião com Fernando Pinto, a CT critica a “postura atípica com que a empresa abordou esta greve, duma forma que mais parecia destinada a virar os clientes contra a empresa, em vez de tentar minorar os impactos da greve nos mesmos”. No entender da CT, esta “postura diferente” deveu-se a orientações directas da tutela, “orientações mais enquadradas por prioridades políticas e ideológicas do governo, do que por quaisquer preocupações com o futuro da companhia”. Fernando Pinto nada disse:“Não esperávamos evidentemente que o Presidente do CA da TAP reconhecesse o que para nós é óbvio.”

A CT refere no final do comunicado que há trabalhadores da TAP a serem pressionados para abandonar a contratação colectiva como forma de “poderem assumir posições de chefia”, condição posta como essencial para o salto na carreira. “Foi-nos garantido que tal não é a política da empresa” e que a saída da contratação colectiva por quem é convidado a subir “é voluntária”.

in: Jornal i, 13 Maio 2015

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