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Razões e timings. Quais os porquês e os quandos mais frequentes nos acidentes?

A maioria dos acidentes ocorre no final dos voos mas os mais mortais são os em fase de cruzeiro

Apesar de todas as melhorias e avanços ao nível da segurança da aviação, há indicadores sobre os acidentes que variaram pouco desde os anos 50 até hoje. A começar pelo timing dos acidentes: a maioria destes sempre ocorreu e continua a ocorrer no final dos voos, a descida e aterragem, fase onde se registaram 58% dos acidentes entre 1953 e 1993 e 57% dos acidentes entre 2003 e 2012, segundo números de toda a indústria da Boeing.

A fase inicial de um voo surge imediatamente a seguir enquanto período mais propenso aos acidentes independentemente das épocas em análise, com 28% dos acidentes registados entre 1953 e 1993 a surgirem durante a descolagem ou a subida, rácio que entre 2003 e 2012 foi de 24% – seria de 35% se juntássemos os acidentes em fase de entrada/saída de passageiros ou quando o avião está em manobras no aeroporto, para os quais não há informação nos dados entre 1953 e 1993. Apesar da fase inicial do voo ser a segunda mais propícia a acidentes, os que ocorrem neste período são habitualmente os que conseguem maiores taxas de sobrevivência, razão pela qual não surgem tantas vezes no gráfico em baixo que acompanha estas páginas.

Em oposição ao acima descrito estão os acidentes que ocorrem já em altitude e voo de cruzeiro. São, por um lado, os mais raros (14% até 1993 e 9% desde 2003) mas, por outro lado, são os mais mortais – ou não se dessem a 10, 15 ou 20 mil pés de altitude. É por esta razão que no gráfico que acompanha estas páginas o timing da maioria dos acidentes (247) seja em pleno voo: o gráfico retrata apenas acidentes com mais de 50 mortos e muitos acidentes nas fases iniciais não chegam a tanto.

E os Porquês?  As falhas humanas surgem como causa da grande maioria dos acidentes, num foco que incide sobretudo no piloto. Segundo dados do planecrashinfo.com, desde a década de 1950 que 32% dos acidentes se devem a erros do piloto, percentagem a que se acrescenta outros 16% de erros de pilotagem aquando da deterioração das condições por razões meteorológicas e mais 5% quando os erros surgem na reacção a problemas mecânicos em pleno voo.

A análise aos “porquês” dos acidentes desde os 1950 à actualidade, mostra que o tipo de  acidente que melhor foi controlado com o passar dos anos foi o relacionado com razões meteorológicas, factor que passou de ser determinante em 16% dos acidentes nos 1950 para 6%.

Talvez mais importante que estas percentagens é olhar para tudo isto de forma absoluta: se no início da era do jacto a indústria registava 10 a 15 acidentes mortais nos menos de cinco milhões de voos que realizava por ano, agora há cinco acidentes ou menos em mais de 25 milhões de voos por ano.

in: Jornal i, 4 Abril 2015

Ver também:

Segurança aérea. A morte de centenas salva a vida a milhões. Mas nem sempre

Mais mortífero. Quando dois 747 chocam num aeroporto regional

100.º mais mortífero. A noite do pior pesadelo da TAP e dos madeirenses

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