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Menos 12 mil empregos e taxa regressa aos 14%

Tendência mensal mostra agravamento: desde Dezembro que a economia perde cada vez mais empregos por mês

A taxa de desemprego em Portugal voltou a superar os 14% em Fevereiro, segundo dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que dão conta de que, em Fevereiro, mais 11,7 mil residentes em Portugal caíram em situação de desemprego – mais 1,7%. Este salto significa que a taxa de desemprego subiu de 13,8% em Janeiro para os 14,1% actuais.

Já em termos anuais, os 14,1% registados em Fevereiro deste ano comparam favoravelmente com os 14,9% do mesmo mês de 2014. Esta comparação positiva veio mais pelo desaparecimento de activos que pelo aparecimento de empregos na economia: de Fevereiro de 2014 a Fevereiro de 2015, o total de desempregados recuou 47,7 mil, mas o total de empregos criados no período foi de 12 mil postos de trabalho, que assim justificam 26,5% da queda do desemprego em termos anuais ajustados de sazonalidade.

Regressando ao ponto de vista mensal, os dados ontem publicados pelo INE mostram que, desde Dezembro, a tendência para a subida do desemprego em Portugal tem acelerado: em Dezembro foram mais 0,7%, em Janeiro mais 1,4% e, agora, a subida foi de 1,7%. Traduzindo de relativo para real, estes valores implicam que, em Dezembro, o desemprego chegou a mais 4,6 mil pessoas, em Janeiro a 9,8 mil e em Fevereiro a mais 11,7 mil – para uma perda total de 21,5 mil empregos em três meses.

Apoios valem menos Apesar de o nível de desemprego continuar historicamente elevado – antes da eclosão da crise, é preciso recuar ao início da década de 80 para encontrar um desemprego próximo dos 12% –, os apoios dedicados pelo Estado aos desempregados continuam a deteriorar-se, isto apesar da melhoria das contas da Segurança Social – uma deterioração que tem avançado em duas frentes: pagar cada vez menos a menos gente.

Segundo dados do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, no final de 2014, o total de desempregados com direito a algum tipo de subsídio já estava abaixo dos 44%, quando em Setembro desse mesmo ano, por exemplo, o apoio chegava a 47,1%. Além disso, em Dezembro, os desempregados com direito a subsídio recebiam 462,6 euros mensais, em média.

Já segundo a execução orçamental de Fevereiro, a Segurança Social aumentou os ganhos 304% nos dois primeiros meses deste ano, muito à conta da poupança de 148 milhões em prestações sociais. Esse ganho, porém, foi integralmente consumido para saldar o aumento da factura dos juros, que subiu 51%.

in: Jornal i, 31 Março 2015

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