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Portugal. Salário mínimo continua entre os mais baixos da moeda única

Apesar de ser um dos mais baixos também da EU, salário mínimo em Portugal equivale a 60% do ordenado médio do país, proporção mais alta na UE

O salário mínimo em Portugal continua 30% abaixo da média europeia, não tendo melhorado na comparação com a Europa desde 2008, divulgou ontem o Eurostat. Dos dados publicados pelo instituto de estatísticas europeu, porém, não é só o valor do SMN que merece destaque mas também a sua comparação com o ordenado médio: mesmo tendo um dos salários mínimos mais baixos, este representa 60% do salário médio do país, o valor mais alto na UE.

O peso de 60% do SMN face aos salários médios é um valor que na Europa só encontra paralelo em França, economia que todavia tem o sexto salário mínimo mais alto da UE – 1458 euros.

O Eurostat actualizou ontem a lista em vigor na Europa, com Portugal a manter-se na 11ª posição entre os 22 países da UE considerados. O valor para Portugal são 589 euros, já que calculado em termos anuais e dividido por 12 meses. Se considerarmos apenas os países da moeda única, então o português é o quinto mais baixo.

EU MAIS DESIGUAL De 2008 a 2015, período da crise e da austeridade, a Europa conseguiu tornar-se mais desigual também no SMN, campo onde a região pode ser dividida em duas: os que têm SMN acima dos 1000 euros e os outros, tendo o fosso entre as duas europas subido.

Acima de 1000 euros há sete países: Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Alemanha, Irlanda, França e Reino Unido, que em 2015 praticavam remunerações mínimas entre 1350 e 1930 euros. Depois, estão os outros: em 2008 o líder desta segunda divisão era a Grécia, com os 794 euros a estarem 36% abaixo dos 1242 do Reino Unido – última do top7. Até 2015, porém, o fosso cresceu: o líder da segunda divisão passou a ser a Eslovénia, com os 791 euros de SMN a estarem porém 43% abaixo do Reino Unido, ainda o último do top7, mas já com um SMN de 1379 euros.

PORTUGAL: A DIVERGIR Conforme escreveu o i esta semana, na análise à evolução das remunerações mínimas na UE desde 1999, nota-se que o SMN português foi o único que divergiu da Europa – dos 11 países que em 1999 tinham um SMN abaixo da média, Portugal foi o único que chegou a 2015 ainda mais longe dessa média. No mesmo período apenas a Lituânia, Bulgária e Roménia subiram menos o SMN em valor que Portugal – e a Grécia, mas já por intervenção da troika. Em meados de 2014, havia 12,9% dos trabalhadores em Portugal a serem pagos pelo mínimo legal, valor que ainda não reflectia a subida do SMN de Outubro do ano passado.

in: Jornal i, 27 Fevereiro 2015

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