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Quotas da TAP em mínimos históricos em Lisboa e Porto

No último trimestre de 2014, TAP perdeu quota em Lisboa e no Porto, ganhando na Madeira. No Porto, companhia já só tem 23%

quotas-tap

As quotas da TAP no aeroporto de Lisboa e do Porto chegaram a mínimos no último trimestre do ano passado, com os 54% obtidos pela transportadora em passageiros na Portela a encontrar paralelo apenas no terceiro trimestre de 2009, única ocasião em que descido a tal nível desde que o regulador da aviação português (INAC) começou a compilar dados sobre quotas trimestrais – início de 2009. Já no Porto a TAP conseguiu apenas 23% dos passageiros entre Outubro e Dezembro de 2014, valor nunca antes visto.

O regresso ao valor mínimo de quota de mercado no aeroporto da Portela surgiu como corolário de cinco trimestres seguidos de perdas da TAP em termos homólogos em Lisboa, uma sequência que se alarga a oito trimestres caso se procure a última vez que a maior companhia aérea portuguesa ganhou mercado – o último ganho de quota da TAP Portugal deu-se no quarto trimestre de 2012, quando conseguiu 61%, contra os 59% que tinha conseguido no mesmo período de 2011.

Se em Lisboa, e mesmo com as quedas acumuladas, a TAP ainda vai não só aguentando a liderança como ainda mantendo alguma distância aos seus concorrentes directos – Ryanair e Easyjet conseguiram 9% de quota -, pior é a situação no Sá Carneiro. A companhia portuguesa perdeu a liderança naquele aeroporto já no final de 2010 para a Ryanair, mas mesmo assim não tem conseguido conter a deterioração da quota: no último trimestre de 2014 conseguiu apenas 23%, valor mais baixo desde que o Instituto Nacional de Aviação Civil divulga as quotas trimestrais nos aeroportos portugueses, e que representa uma queda de dois pontos face ao mesmo período de 2013 e de seis pontos em comparação com os últimos três meses de 2012 – se no final de 2012 a Ryanair tinha mais 10 pontos de quota que a TAP, agora a distância já chega aos 16 pontos.

O aumento da concorrência por parte das companhias de baixo custo, por um lado, mas também os picos de contestação laboral por que tem passado a transportadora aérea desde o anúncio do relançamento da reprivatização da empresa serão dos factores que mais têm contribuído para a quebra nas quotas da TAP, com especial destaque para o primeiro destes – a concorrência da Ryanair no Porto foi suficiente para empurrar a TAP para um papel secundário, num movimento que a companhia de baixo custo quer repetir em Lisboa (ver ao lado).

Já no Funchal a evolução da quota da TAP medida em passageiros foi positiva no quarto trimestre do ano passado, chegando aos 34%, um valor que compara com os 31% conseguidos pela companhia aérea no mesmo período de 2013, ainda segundo os dados do INAC.

in: Jornal i, 25 Fevereiro 2015

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