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TIM nega rumores que têm valorizado de forma artificial Oi e PT

Empresa brasileira que absorveu activos da PT já está a retalhar o antigo grupo português, começando logo pela galinha dos ovos de ouro

A Telecom Italia, através da sua participada no Brasil, a TIM, negou a existência de qualquer negociação com a operadora brasileira Oi, empresa que absorveu a Portugal Telecom, dando em troca o cargo de CEO a Zeinal Bava e 25% da empresa aos accionistas da PT.

Depois da especulação ter tomado conta da evolução das acções da Oi e também da PT, fazendo-as valorizar quase 30% graças a dois rumores em pouco mais de quinze dias, ontem estas continuaram a subir pela manhã, com o desmentido dos italianos a surgir já depois da hora de almoço na Europa. “Não há nenhuma discussão em curso envolvendo qualquer transacção entre a Telecom Italia e a Oi”, esclareceu a empresa em comunicado. As palavras fizeram com que as acções da PT caíssem para as perdas durante a negociação – um recuo que chegou aos 4% -, algo compensado pela libertação de outras informações que anularam a queda de ontem: a Oi oficializou ontem que vai vender a operação africana que rendeu centenas de milhões à Portugal Telecom nos últimos anos.

A PT detinha 25% da operadora angolana Unitel, empresa que lucra mais que todo o sector bancário privado de Angola, e com a decisão de ontem de Zeinal Bava, este será o primeiro activo da PT a ser retalhado e vendido pela Oi. “O Conselho de Administração da Oi, em reunião realizada nesta data, decidiu autorizar a administração da Oi a tomar as medidas necessárias para a alienação das participações da Oi na Africatel, representativas de 75% do capital social da Africatel, e/ou seus activos”, avançou a Oi em comunicado enviado para a PT publicar na Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM).

A decisão de vender a milionário Unitel pode ter sido provocada pelo próprio negócio de absorção da PT pela Oi, operação que potenciou várias disputas no interior da Unitel e também da Africatel, holding criada pela PT em Agosto de 2007 para reunir as suas participações em África, incluindo a Unitel. Na altura, a administração da PT prometeu mundos e fundos numa estratégia que ia avançar com uma série de aquisições de operadoras em África e para a qual a PT garantia “não ter limites” para investir. Mas pouco ou nada aconteceu.

A PT convenceu na altura a Helios a entrar na nova holding, tendo esta pago 171 milhões de dólares – ou 125,5 milhões de euros à cotação de então -, por 22% da Africatel. Agora, com a expatriação dos activos da PT para o Brasil, os restantes accionistas da Unitel contestam a mudança de mãos dos 25% detidos pela PT na operadora, exigindo activar uma opção de compra sobre a posição. Não fosse suficiente, a absorção da PT pela Oi criou problemas também com a Helios, que exige activar a opção de venda da sua posição na Africatel.

in: Jornal i, 18 Setembro 2014

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