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1995-2011. Afinal como é que evoluiu a economia segundo as novas regras?

O PIB engordou mas a economia não melhorou. O ano que sofreu mais com novas regras foi 2011

Independentemente de se seguir as velhas ou as novas regras para o apuramento das contas nacionais, o cenário do país mantém–se idêntico: a economia portuguesa evoluiu de forma completamente oposta nos anos anteriores ao euro e nos anos posteriores, com destaque negativo para os anos mais recentes.

Se entre 1995 e 2002 o produto interno bruto (PIB) português registou uma taxa de crescimento médio anual de 7%, tanto pelas regras velhas como pelas regras novas, desde 2003 e até 2011 o ritmo de crescimento médio anual caiu a pique, para 2,2% ou 2,4%, respectivamente pelas normas SEC 1995 ou SEC 2010 – as que entram agora em vigor.

Segundo os novos valores para o PIB divulgados ontem pelo INE, calculados a preços de mercado na óptica da despesa, o produto português cresceu 87,1 mil milhões de euros desde 1995 e o final de 2011, um salto de 97,9%, que elevou o PIB de 89 mil milhões para 176,16 mil milhões. Pelas regras antigas o salto nos mesmos anos tinha sido de 94,8%, de 87,8 mil milhões para 171,12 mil milhões de euros.

Esta revisão implica que a economia cresceu em média mais 240 milhões de euros por ano graças às novas regras, mudando assim apenas residualmente o ritmo médio de crescimento anual da economia portuguesa entre 1996 e 2011, de 4,3% ao ano para 4,4%.

Apesar da revisão às contas do INE ter abrangido vários anos, basta olhar para o último ano revisto para encontrar o exercício que mais sofreu com as novas normas contabilísticas: Em 2011, ano em que o actual governo foi eleito e que a troika chegou ao país, a evolução do PIB registou a alteração mais profunda face ao anteriormente registado. Entre 1995 e 2010, a alteração das regras implicou mudanças no ritmo de crescimento anual do PIB, que variaram sempre entre o intervalo de -0,3% (1998) e os +0,8% (2005). Chegados a 2011, porém, a variação bateu recordes negativos: o ritmo de crescimento do PIB de 2010 para 2011 foi revisto em baixa de -1,1%.  

in Jornal i, 30 Agosto 2014

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