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Grupo TAP reduz prejuízos em 81% e melhora capitais próprios negativos

Conjunto das empresas que compõem a TAP fecha 2013 com prejuízo de 5,9 milhões. Falência técnica persiste, mas voltou à trajectória de correcção o que facilita privatização

O grupo TAP prosseguiu em 2013 o longo caminho para a inversão das contas, melhorando tanto o endividamento líquido, como os prejuízos e reduzindo em 5% os capitais próprios negativos.

Se no final de 2012 o grupo da transportadora acumulava 390 milhões de euros em capitais próprios negativos, no ano passado este valor estava nos 373,3 milhões, segundo números do relatório anual da Parpública, holding que gere as participações públicas. A recuperação nesta rubrica, porém, foi insuficiente para a TAP voltar a números de 2011, ano em que contava com 351 milhões de capitais próprios negativos.

Já nas perdas anuais a evolução tem sido mais constante. Em 2011 o grupo registou 77 milhões de prejuízo, que caíram para 42,2 milhões em 2012. No ano passado, o valor das perdas ficou-se por 5,8 milhões de euros. Foram vários os factores que ajudaram as contas da TAP em 2013.

A factura com combustíveis, maior despesa do grupo, recuou 5,4%, beneficiando tanto da queda do preço como da valorização cambial do euro face ao dólar. Também a redução das perdas na actividade de manutenção no Brasil, de 50 milhões para 41 milhões, e um ganho de oito milhões com contratos de protecção contra subidas do preço do combustível, foram algumas das rubricas que contribuíram positivamente, isto além das melhorias no ramo de transporte aéreo – cujos resultados individuais foram apresentados pela empresa em Março último. A melhoria das contas da holding permitiu ainda à TAP, SGPS reduzir em 17,8% a sua dívida líquida, para 780 milhões de euros.

Face à evolução positiva das contas, mas ponderando a dimensão do caminho que ainda falta percorrer pelo grupo, a Parpública salienta que “dadas as regras comunitárias em matéria de concorrência” o saneamento da situação financeira do grupo “só poderá ser alcançada no quadro da privatização”. Neste sentido, acrescenta “a evolução favorável que se verificou no período, se consolidada, é um factor facilitador de um eventual relançamento do processo”. A privatização da TAP já não se cumpre na vigência do programa de ajustamento.

Manutenção e Lojas Francas Em 2013 os diferentes negócios da TAP sofreram evoluções distintas, que resultaram numa alteração no pódio da importância de cada ramo dentro do grupo. “Com a redução das receitas do negócio da manutenção ocorrido em 2013 verifica-se que o segundo negócio com maior volume de vendas, naturalmente depois do transporte aéreo, passou a ser a gestão das lojas francas onde é gerado 6% do volume de negócios do Grupo TAP”, aponta a Parpública.

A manutenção sofreu uma quebra superior a 20% na facturação anual, sobretudo sentida em Portugal, onde a queda chegou a 35%. Esta redução “está associada a questões conjunturais, como sejam as fragilidades financeiras de alguns clientes”, mas também a mudanças estruturais, já que “alterações das regras do mercado promovidas pelos fabricantes”, beneficiando os próprios, trouxeram “dificuldades acrescidas para as restantes organizações prestadoras de manutenção”.

in: Jornal i, 3 Maio 2014

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