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EPAL cortou água a quase 12 mil famílias em 2013

Em 2013, ano do “enorme aumento de impostos”, interrupções por falta de pagamento cresceram 15%. No ano anterior, tinham subido 2%

A EPAL cortou o abastecimento de água a 11 836 clientes domésticos ao longo de 2013, um valor que representa uma subida de 15,41% face aos cortes realizados em 2012 pela mesma empresa e de 17,8% em comparação com as interrupções por falta de pagamento realizadas em 2011.

Os números foram esta semana avançados pelo Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia em resposta ao grupo parlamentar do Partido Comunista Português.

Segundo os dados avançados pelo ministério, em 2011 a EPAL cortou o fornecimento de água por falta de pagamento a 10 mil famílias, tendo no ano seguinte aumentado as suspensões no abastecimento a 10,2 mil clientes domésticos, uma subida de 2,1% de 2011 para 2012.

Em 2013, ano do “enorme aumento de impostos” do governo CDS/PSD, a evolução do total de clientes que foram impedidos de ter água em casa cresceu em 15,41%, com mais de 11,8 mil famílias a serem alvo de interrupções de fornecimento por parte da EPAL.

A Empresa Portuguesa de Águas Livres é responsável pelo abastecimento de água à cidade de Lisboa, contando por isso, segundo os números do ministério, com 300 mil clientes domésticos. Os cortes realizados no ano passado afectaram assim 3,9% dos seus clientes, depois de em 2012 terem afectado 3,4%.

Ainda segundo a resposta da tutela ao PCP, “as suspensões de fornecimento de água não são necessariamente motivadas por impossibilidade de pagamento justificada por razões de ordem económica”. O ministério refere ainda que “nos números relativos a 2013, apenas 0,03% das suspensões diziam respeito a beneficiários da tarifa social”.

Cortes caem 4% em Aveiro Além da EPAL, o ministério avançou ainda números sobre os cortes por falta de pagamento feitos pela Águas da Região de Aveiro (AdRA), notando-se aqui uma evolução inversa à da EPAL de 2012 para 2013: as suspensões de fornecimento de água passaram de seis mil em 2011 para 5,8 mil no ano seguinte. Já no ano passado, o valor caiu até aos 4,9 mil, o equivalente a 3% dos 152 mil clientes domésticos servidos pela AdRA. Neste caso, assegura a tutela, “apenas 0,01% das suspensões de fornecimento de água diziam respeito a beneficiários da tarifa social”.

Em relação ao cenário no resto do país, o ministério admite que não tem quaisquer dados: “No que respeita ao universo total das entidades gestoras”, “a legislação actualmente em vigor (…) não obriga a comunicar o número de cortes realizados por atraso no pagamento”.

in: Jornal i, 15 Março 2014

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