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TAP. Combustíveis compensam custos com pessoal e lucros sobem

Transporte aéreo fecha 2013 com lucro de 34 milhões. Empresa encaixa mais 100 milhões com passagens, mantendo preço médio

O ramo de transporte aéreo da TAP Portugal registou um resultado líquido de 34 milhões de euros em 2013, uma melhoria de 41,7% face ao registo de 2012, apesar do aumento de 16% nos custos com pessoal – mais 64 milhões de euros. Esta subida nas despesas foi parcialmente compensada pela quebra nos gastos com combustível que, desta vez, evoluíram positivamente para as contas da transportadora.

Ao longo de 2013, a TAP gastou 768 milhões de euros em combustível, menos 5,3% que os 811 milhões de euros despendidos no ano anterior nesta rubrica. Este ganho com os combustíveis surgiu apesar do aumento de 5% no total de passageiros: cerca de mais 517 mil, para 10,7 milhões, em 2013.

O aumento no total de clientes transportados pela TAP acabou por resultar numa subida pronunciada nas receitas com a venda de passagens pela companhia aérea: os 2,11 mil milhões de euros de 2012 passaram a 2,21 mil milhões em 2013. Uma evolução que mostra também que o preço médio das viagens na TAP ficou praticamente inalterado ao longo do ano passado: os 207,16 euros de tarifa média passou para 207,2 euros.

“Os resultados positivos espelham o esforço continuado das vendas da companhia, em especial nos mercados internacionais, e a melhoria de eficiência, obtida através de ganhos de produtividade e da diminuição dos consumos”, salientou a empresa a propósito dos resultados de 2013. “Temos crescido todos os anos nos últimos cinco”, recordou por seu turno Fernando Pinto, CEO da TAP, durante a conferência de imprensa de apresentação de resultados.

A evolução positiva registada nas vendas de passagens e nos custos com combustíveis, acabou por permitir ao ramo de transporte aéreo da TAP compensar as evoluções negativas que conheceu em algumas rubricas das contas. Os custos com pessoal regressaram a níveis normais em 2013: a empresa gastou mais 64 milhões de euros nesta rubrica, uma subida de 16,2% justificada pela reposição dos subsídios de férias e Natal, já que o fim destes violava a Constituição portuguesa.

TAP a contratar  A companhia aérea (ainda) portuguesa vai aumentar a sua frota em mais seis aviões ao longo deste ano, contando com isso aumentar a sua oferta em dez novos destinos – São Petersburgo, Tallinn, Nantes, Belém, Manaus, Bogotá, Panamá, Gotemburgo, Belgrado e Hannover.

Este novo crescimento na oferta vai fazer com que a empresa continue a reforçar o seu quadro de pessoal ao longo de 2014. Segundo Fernando Pinto, no período 2013/2014 a companhia aérea terá criado um total de 600 postos de trabalho: “A TAP continua a ser das maiores exportadoras e agora criámos empregos reais, que é o que Portugal precisa”, defendeu o gestor, citado pelo “Jornal de Negócios”.

A austeridade imposta pela troika e pelo governo obrigou a empresa a congelar as admissões até ao ano passado, algo desbloqueado pela administração de Fernando Pinto com a justificação do aumento da operação e do investimento.

in: Jornal i, 13 Março 2014

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