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Aumento da emigração traz subida de 30% nas remessas

Passos Coelho apelou ao êxodo dos portugueses e recolhe frutos: em dois anos, riqueza enviada cresceu 254 milhões
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Nos primeiros cinco meses do ano, os emigrantes portugueses espalhados pelo mundo enviaram para o país 1,14 mil milhões de euros, valor que representa uma subida de 9,1% face ao mesmo período de 2012, uma subida que se justifica não só pelo crescimento da comunidade emigrante, mas também pela subida das dificuldades no país, que faz com que as famílias precisem mais destes apoios externos – que, ao contrário do que acontece entre países, não cobram juros.

O crescimento anual no total das remessas de emigrantes para Portugal trouxe para o país mais 100 milhões de euros entre Janeiro e Maio de 2013, segundo dados do Banco de Portugal. Este valor, em conjunto com a quebra de 1,5% nas remessas de imigrantes para os seus países – menos 3,1 milhões de euros -, acabou por levar a uma subida de 11,7% nos ganhos líquidos com remessas em Portugal: entre Janeiro e Maio houve um ganho de 933 milhões, contra os 835 milhões do mesmo período de 2012.

O salto deste ano nas remessas de emigrantes e imigrantes, já por si elevado, é especialmente relevante se considerarmos que surge depois de em 2012 já estes indicadores terem registado evoluções abruptas. O envio de dinheiro de emigrantes para Portugal já tinha crescido 17,7% nos primeiros cinco meses de 2012, em comparação com 2011, ao passo que os imigrantes em Portugal já tinham enviado menos 8% de remessas para os seus países, no mesmo período. Se considerarmos assim um período de dois anos, desde a entrada do actual executivo em funções, temos assim que os emigrantes este ano enviaram mais 28,5% de remessas do que entre Janeiro e Maio de 2011 – 1 145 milhões de euros este ano contra os 891 milhões em 2011.

Esta evolução será sobretudo culpa da deterioração das condições de vida em Portugal, que levou a um relançamento da emigração, ajudando o governo não só a ter que lidar com números menos assustadores ao nível do desemprego, mas também por via indirecta: com este dinheiro, estas famílias ganham alguma capacidade para pagar contas, impostos ou continuar a viver, impedindo uma queda ainda maior em termos do malparado ou consumo, por exemplo. As remessas acabam por evitar que muitas famílias caiam na miséria.

Olhando também para a evolução das remessas de imigrantes para os seus países nos últimos dois anos, constatamos que a deterioração das condições de vida em Portugal reduziram de forma pronunciada os envios: Face aos primeiros cinco meses de 2011, os imigrantes no país enviaram este ano menos 21,8 milhões de euros para casa – de 233,5 milhões em 2011 para os 211,7 milhões até Maio deste ano, uma quebra de 9,4%.

Assim, e em termos líquidos quanto a entradas e saídas de dinheiro de migrantes de/para Portugal, nestes dois anos houve um salto de 42% nos ganhos do país entre remessas enviadas e recebidas. Se até Maio de 2011, Portugal registava um ganho de 658 milhões de euros nas remessas, até Maio de 2013 o ganho já vai em 933 milhões de euros.

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