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Desemprego com queda súbita mas ainda acima de Dezembro

No segundo trimestre, população empregada cresceu 1,6%, ou mais 72 mil pessoas, mas continua aquém do emprego do final de 2012
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) oficializou ontem que Portugal fechou o segundo trimestre do ano com uma taxa de desemprego de 16,4%, valor bem abaixo dos 17,7% registados no final do primeiro trimestre e que surpreendeu até os analistas mais optimistas, que apontavam para uma redução do desemprego até aos 17%. A questão da sazonalidade e mesmo os cortes previstos para este ano e próximo impediram uma maior euforia na análise aos números do INE.

“Como é óbvio, é melhor ter uma taxa de desemprego de 16,4% do que de 17,6%, mas o desemprego continua a ser, em Portugal, a maior fractura do ponto de vista social e continua a ser o fenómeno que mais preocupa o governo, por causa da exclusão social”, afirmou ontem Pedro Mota Soares, ministro da Segurança Social, em reacção aos dados. O governante, ainda assim, saudou a redução de 66 mil pessoas em situação de desemprego nos três meses terminados em Junho.

As estatísticas ontem divulgadas mostram então que no segundo trimestre do ano Portugal tinha em média 886 mil desempregados, menos 7% que os 952,2 mil desempregados registados no primeiro trimestre. Já em comparação com o segundo trimestre do ano passado, o valor continua elevado, já que em Junho de 2012 existiam apenas 826,9 mil residentes em Portugal em idade activa sem emprego.

Em termos regionais, foi no Algarve que o desemprego registou a maior queda trimestral: se nos primeiros três meses do ano a região mais a Sul de Portugal Continental apresentava um desemprego de 20,5%, entre Março e Junho este valor caiu para os 16,9%, indiciando um claro contributo dos empregos sazonais para a redução da taxa de desemprego geral. A quebra de 3,6 pontos no desemprego algarvio supera em muito a redução do desemprego nas restantes regiões do país. No Norte o desemprego caiu 1,4 pontos (de 18,6% para 17,2%), no Centro recuou 1,8 pontos (13,3% para 11,5% ), em Lisboa apenas 0,2 pontos (19,5% para 19,3%), no Alentejo passou de 18,5% para 17,2% e nas regiões dos Açores e Madeira recuou 0,9 e 1,2 pontos para 16,1% e 18,8%, respectivamente.

Em termos etários, e apesar do forte recuo do desemprego jovem, que caiu de 42,1% para 37,1% do primeiro para o segundo trimestre, o maior ganho veio da faixa entre os 25 e 34 anos, com menos 38 mil desempregados registados no período face ao trimestre anterior, com o total de desempregados entre estas idades a cair de 270,5 mil para 232,6 mil.

Um outro factor a salientar é uma nova inversão no peso do desemprego feminino em comparação com o masculino. No trimestre terminado em Junho, as mulheres voltaram a ter uma taxa de desemprego superior à dos homens, fechando-se o período com 16,5% de taxa de desemprego entre as mulheres (era de 17,5% em Março e de 14,9% em Junho de 2012), valor que compara com os 16,4% de desemprego registado entre os homens – contra os anteriores 17,8% em Março e de 15,1% em Junho de 2012.

in: Jornal i, 8 Agosto 2013

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