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Sporting. Novos investidores vão ficar com 45% do clube

Carvalho convoca AG para dia 30 e propõe dois novos administradores para a SAD leonina

O Sporting vai reduzir substancialmente a posição que detinha sobre a sua SAD caso a reestruturação proposta seja aprovada. A proposta de Bruno Carvalho determina que o capital do clube detido pelo próprio Sporting passe de 91% para 50,4%, com os novos investidores a ficarem com 44,7%. Destes novos investidores, a fatia de leão fica com a Holdimo, que será dona de 23,5% do Sporting. O avanço das operações dependerá agora da assembleia-geral (AG) de dia 30.

A reestruturação do Sporting passa por dois aumentos de capital distintos, que, em conjunto com a fusão da SAD à Sporting Património e Marketing, irão elevar o capital social do clube dos actuais 39 milhões para 85 milhões. Ao aumento de 8 milhões de euros que aquela fusão pressupõe segue–se um aumento de capital de 20 milhões que resulta da entrada da Holdimo, mas sem injecção de dinheiro, já que é feita através da “conversão de um crédito daquela entidade sobre a Sporting SAD” no mesmo valor.

A entrada de dinheiro no Sporting só ocorrerá com o seguinte aumento de capital que ainda não tem investidor. Neste passo, o capital será aumentado 18 milhões com “novas entradas em dinheiro” feitas por “investidor, ou investidores” escolhidos pela administração do SCP. No final das operações, 50,4% do Sporting continuará no clube (contra os anteriores 91%), 21,2% nas mãos do(s) investidor(es) ainda desconhecido e 23,5% com a Holdimo, detida por angolanos, incluindo Álvaro Sobrinho, segundo o “Negócios”. A reestruturação prossegue com uma troca de parte da dívida do clube ao BCP e ao BES por obrigações a 12 anos subscritas por estes bancos, no valor de 80 milhões, com um juro anual de 4% que só é pago nos anos em que o SCP distribuir dividendos.

Carvalho vai propor ainda na AG a entrada de dois administradores para a SAD, Guilherme Pinheiro e Paulo Antunes da Silva, o primeiro da KPMG e o segundo advogado e professor universitário em Angola.

hipotecas A reestruturação foi revelada em comunicado mas na convocatória para a AG são avançados mais detalhes sobre as finanças do clube. Além das operações descritas, a AG inclui ainda o pedido de autorização para o SCP contrair um empréstimo de 68 milhões para “liquidar dívida” ao BES e ao BCP, além de uma outra emissão de obrigações de 55 milhões. Para obter estes financiamentos e “para garantia das responsabilidades assumidas”, Bruno Carvalho vai pedir a constituição de duas hipotecas sobre os terrenos do Estádio e do Multidesportivo, e uma terceira sobre o “direito de superfície sobre os prédios urbanos” no mesmo terreno. As hipotecas são todas “a favor dos bancos”.

in: Jornal i, 22 Junho 2013

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