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2012. Carris e Metro perdem 75 milhões de passageiros

A nova empresa de transportes de Lisboa, que resulta da fusão da Carris e do Metro de Lisboa, registou uma quebra de 18% no total de passageiros transportados durante 2012 em comparação com o ano anterior. Segundo os números fornecidos pela empresa ao i, a Carris/Metro vendeu menos 75 milhões de viagens ao longo do ano passado, fechando o ano com um total de 337 milhões de passageiros.

Apesar da quebra acentuada na procura, a Carris/Metro conseguiu aumentar as receitas tarifárias ao longo do ano, para um total de 173 milhões de euros, mais 10% que o registo de 2011. “Em termos de receita tarifária, em 2012, o Metro de Lisboa atingiu cerca de 83 milhões de euros e a Carris obteve cerca de 90 milhões, o que, em conjunto, representou um montante de 173 milhões de euros, reflectindo, em relação ao ano anterior, um aumento de cerca de 10%”, salientou Luís Vale, secretário–geral da Carris, ao i.

Cruzando os valores relativos a passageiros transportados com as receitas obtidas pela venda de títulos de transporte de ambas as empresas em 2012 e 2011, conclui-se que em média cada utente da Carris/Metro originou uma receita de 52 cêntimos durante o ano passado, valor que representa uma subida de 34,5% face aos 39 cêntimos que cada utente representou em 2011, subida justificada pelos sucessivos aumentos de preços dos transportes no país.

Estes mesmos aumentos são também em parte responsáveis pela forte quebra na procura registada por todas as empresas de transportes, quebra a que não é alheio o aumento do desemprego no país, que reduz as necessidades de mobilidade de muitos cidadãos. Além destes dois factores, a Carris/Metro salienta que a quebra é influenciada pelo “acentuado aumento da fraude”, que tem “sido constatado nas acções de fiscalização que a Carris e o Metro têm de- senvolvido”.

Carris perde 22% e Metro 14% Em termos desagregados, o Metro de Lisboa registou uma quebra de 14% nos passageiros em 2012, transportando apenas 154 milhões de utentes, contra os 179 milhões de 2011. Já a Carris registou uma quebra maior na procura, com menos 22% de utentes, tendo assim fechado o ano com 183 milhões de passageiros, valor que compara com os cerca de 233,5 milhões de 2011.

“Esta redução na Carris teria sido de dimensão idêntica à verificada no Metro, caso não tivesse sido alterado, em 2012, o critério utilizado para o cálculo de passageiros que foi utilizado pela empresa em 2011”, relembrou Luís Vale sobre a evolução dos passageiros da Carris.

in: Jornal i, 24 Janeiro 2013

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