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Fernando Pinto recusa ideia de “privatizar ou morrer” para a TAP

Fernando Pinto, CEO da TAP, recusou ontem o cenário de “privatizar ou morrer” que foi sendo pintado sobre a transportadora aérea na preparação do terreno para a venda da empresa. “A privatização, para a TAP, é uma oportunidade importante de termos mais acesso a capital, maior velocidade de crescimento e de nos posicionarmos melhor. Mas não é uma necessidade absoluta para a sobrevivência da TAP”, salientou ontem o gestor em encontro com jornalistas sobre o cancelamento da venda da companhia aérea a Gérman Efromovich.

“A empresa tem a sua sustentabilidade própria. A TAP vem crescendo nos últimos 10 ou 12 anos muito acima da média europeia”, salientou ainda o CEO em funções na transportadora aérea, cujo mandato, porém, já terminou. Fernando Pinto tinha-se comprometido a permanecer à frente da companhia aérea até à venda da empresa a Gérman Efromovich ficar fechada, estando agora o seu futuro envolto em incógnita.

Sobre este ponto o responsável avançou que a sua permanência na TAP dependerá tanto do governo como da vontade da sua equipa. “Depende da vontade do governo, da minha e da equipa que está aqui. Depende de como se vai conversar, esta é uma nova fase da empresa”, sublinhou. Ainda em relação ao futuro imediato da transportadora, assegurou que este está “resguardado”, isto apesar de ontem Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes, ter alertado para a extrema falta de liquidez das contas da companhia.

Por agora, disse ainda Fernando Pinto, é tempo para a empresa corrigir os “equívocos” que surgiram na comunicação social durante o dossier da privatização. “Apareceram muitos equívocos nos meios de comunicação, culpa de analistas e especialistas que fazem análises sem dados suficientes”, acusou Fernando Pinto, que irá agora procurar corrigir a imagem “distorcida da TAP depois deste processo”. Um deles, referiu, foi ter sido noticiado que surgiu apenas um interessado na TAP, quando foram vários, garante. “A verdade é que a TAP foi muito desejada por muitas empresas” que, contudo, “tinham de resolver os seus problemas dentro de casa. As empresas aéreas sofrem com a evolução económica dos países”, justificou.

A equipa de gestão da TAP irá agora reunir com o governo a curto-prazo para debater o futuro da transportadora aérea, que deverá passar pela continuação das reestruturações que a empresa já tem levado a cabo nos últimos anos. “Temos tido essa necessidade de reestruturar sempre, nos últimos anos”, disse Fernando Pinto aos jornalistas, garantindo ainda que este ano a empresa vai melhorar os resultados de 2011, exercício em que a TAP perdeu quase 80 milhões de euros.

O governo decidiu na última quinta-feira cancelar a venda da TAP ao empresário colombiano Gérman Efromovich, alegando como motivo a falta de prestação das garantias bancárias exigidas pelo executivo para dar a luz verde final ao negócio. O governo vai continuar a insistir com a privatização da TAP, devendo contudo alterar o caderno de encargos e os moldes em que o processo irá decorrer.

in: Jornal i, 22 Dezembro 2012

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