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Distribuição reduz quebra mas vendeu menos 1 milhão por dia

O mercado continua em retracção, mas do primeiro para o segundo trimestre as diferenças são já notórias. As vendas das empresas de distribuição estão a recuperar das quedas registadas nos primeiros três meses do ano, quando as vendas totais caíram 3,7% face ao mesmo período do ano passado, tendo fechado o segundo trimestre com um recuo de apenas 0,4%. Isto permitiu ao sector fechar o semestre com um recuo de 2% nas vendas face aos primeiros seis meses do ano passado. À queda de 173 milhões de euros nas vendas entre Janeiro e Março seguiu-se um recuo de apenas 17 milhões entre Abril e Junho.

Contas feitas ao semestre, as vendas totais da distribuição recuaram 190 milhões, para 9,22 mil milhões de euros, o que representa que, entre Janeiro e Junho, o sector vendeu menos 1,05 milhões de euros por dia – vendendo, ainda assim, 50,9 milhões de euros por dia. Para se ter melhor noção da recuperação de um trimestre para o outro, diga-se que entre Janeiro e Março o sector vendeu menos 1,9 milhões por dia, e entre Abril e Junho as quebras diárias nas vendas foram de apenas 187 mil euros.

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) divulgou ontem o barómetro de vendas do sector relativo ao segundo trimestre deste ano, com dados recolhidos pelas consultoras AC Nielsen, GfK e Kantar. Entre Abril e Junho, as empresas de distribuição venderam 4,66 mil milhões de euros, menos 0,4% que no segundo trimestre de 2011. As vendas no segmento alimentar cresceram 2,2%, para 2,84 mil milhões, enquanto o segmento não alimentar viu o volume de negócios recuar 4,2% no trimestre, com 1,82 mil milhões de vendas registadas. No primeiro trimestre do ano, o segmento alimentar tinha crescido 0,2%, e o não alimentar caído 8,6%.

Os produtos alimentares de marca branca têm tido uma grande responsabilidade no crescimento das vendas das empresas de distribuição neste período de forte quebra no consumo das famílias, continuando a ganhar quota de mercado às marcas de fabricantes. Os dados avançados pela APED para o período de Abril a Junho deste ano mostram a consolidação desta tendência, com as marcas brancas a aguentarem a quota de mercado de 36,4% conseguida nos primeiros três meses deste ano. Nos dois primeiros trimestres do ano passado, a quota destas marcas era de 34%.

Além das marcas brancas, também os eventos desportivos que se realizaram este ano tiveram influência na redução das quedas nas vendas. O segmento da electrónica de consumo – que inclui televisões – passou de uma quebra nas vendas de 4,1% no primeiro trimestre (menos 5 milhões de euros) para uma subida de 25,6% no segundo trimestre (mais 27 milhões de euros). A APED justificou este crescimento com a antecipação de algum consumo provocado pela realização do Europeu de futebol, que começou ainda em Junho, e dos Jogos Olímpicos, que arrancaram já em Julho. A quebra de 31,6% no preço destes produtos no trimestre também terá ajudado.

in: Jornal i, 30 Agosto 2012

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