Saltar para o conteúdo

Combustíveis. Postos da distribuição celebram primeiro ano de liderança

No segundo trimestre de 2011, último período em que a Galp liderou as vendas de combustíveis tanto em volume como em valor em Portugal, o preço médio do litro de gasolina sem chumbo 95 andou entre os 1,582 euros e os 1,640 euros. Já o gasóleo, entre 1,385 euros e os 1,443 euros. Nessa altura, a Galp conseguiu mais de 32% de quota das vendas em volume e valor, ligeiramente acima da distribuição moderna que, entre Abril e Junho de 2011, conquistaram perto de 29% do mercado. A Galp recuperava assim a liderança perdida no primeiro trimestre de 2011, reafirmando a sua posição no mercado de venda de combustíveis.

Mas foi sol de pouca dura. Logo no trimestre seguinte, a distribuição voltou à liderança para não mais a largar, celebrando agora o quarto trimestre consecutivo no lugar cimeiro. Nestes doze meses, a gasolina 95 chegou a bater nos 1,775 euros e o gasóleo nos 1,524 euros, obrigando os consumidores a adaptaram-se: os cerca de 633 milhões de litros vendidos de combustíveis caíram para a casa dos 560 milhões, o volume médio de cada abastecimento recuou um litro – para 21 litros por ida ao posto de gasolina –, e as marcas da distribuição, com preços mais acessíveis que os postos tradicionais, singraram com esta adaptação dos condutores portugueses.

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) divulgou ontem um estudo da Kantar World Panel, referente ao segundo trimestre do ano, que refere que estas empresas conseguiram uma quota de 31,9% e 31,3%, em volume e valor, respectivamente, no período. Suficiente para superar mais uma vez os registos da Galp, a rondar os 30,9%. Para Ana Trigo Morais, directora-geral da APED, os valores mostram que “os postos da distribuição moderna são os únicos a ganhar clientes”, algo que reforça “a importância do sector enquanto player activo no segmento para particulares do mercado dos combustíveis”. Contudo, os ganhos da distribuição têm sido conseguidos com os consumidores que mais estão a cortar no consumo.

Os clientes que vão dando a liderança às empresas da distribuição neste sector “são os que mais reduzem a quantidade por abastecimento” entre todas as empresas consideradas, sublinha a Kantar World Panel. Em média, um condutor que vá abastecer à Galp consome 24,7 litros por cada abastecimento, valor que contrasta com os 21,6 registados na BP e os 20,9 litros nos postos de combustível da distribuição moderna, apontam os dados divulgados. Para contraste, diga-se que quando a Galp registou o seu último trimestre na liderança, o abastecimento médio nos seus postos era de 25,5 litros, e que nessa altura a distribuição vendia em média 22,15 litros por abastecimento. Esta quebra no total de litros por abastecimento ocorre porque os consumidores estão a tentar manter o mesmo nível de gasto, cortando nos litros consumidos: apesar das oscilações no preço, os consumidores estão a gastar em média o mesmo do que há um ano.

Para a directora-geral da APED, as empresas de distribuição estão a conseguir promover o “dinamismo” e a estimular “a concorrência” neste mercado, “beneficiando assim consumidores que, cada vez mais, se vêm confrontados com a necessidade de restringir o número de abastecimentos e o volume de cada abastecimento, como mostra também o estudo da Kantar, face ao contexto de crise”. Segundo avança a APED no comunicado sobre o estudo da Kantar, e sobre os preços praticados, “as diferenças são cada vez mais significativas, com preços que chegam a ser 18 cêntimos mais baratos no caso da gasolina e 16 cêntimos no gasóleo. Estas diferenças têm vindo a aumentar desde 2008, e, num contexto económico particularmente adverso, estes valores adquirem uma relevância ainda maior”.

Hipers procurados pelo gasóleo Ainda segundo as conclusões do estudo ontem divulgado, as bombas da distribuição são especialmente procuradas pelos proprietários de veículos a gasóleo. Se em Portugal as vendas de gasóleo representam hoje 55,8% do total, nas bombas das empresas de distribuição este peso sobe até aos 60,8%. Já a gasolina sem chumbo 95, ela representa 38% do total das vendas, contra os 36,9% registado na distribuição. Já na gasolina sem chumbo 98, o caso muda de figura: no mercado total representam 1,3% e nos hipers 1,7%.

in: Jornal i, 29 Agosto 2012

Comentar

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: