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Passageiros estão a render mais 15% a 34% aos transportes públicos

Um cliente dos transportes públicos portugueses está a render hoje mais 15,8% a 33,9% às empresas do que no ano passado. Os sucessivos aumentos nos preços dos transportes desde que o governo PSD chegou ao poder renderam até Junho mais 6,4 milhões de euros à CP e à Carris, empresas que já avançaram dados do primeiro semestre.

Este aumento de receitas com a venda de bilhetes e passes ocorre num cenário de quebra nunca antes vista na procura por transportes: nos primeiros seis meses do ano, estas duas transportadoras registaram uma quebra total de 31,6 milhões de utentes, menos 17,3% que nos primeiros seis meses de 2011. As quase 183 milhões de viagens vendidas por estas duas empresas entre Janeiro e Junho do ano passado ficaram-se por 151 milhões vendidas no mesmo período do actual ano.

Cruzando a evolução dos passageiros com a evolução das receitas, os cálculos do i mostram que se durante 2011 cada passageiro transportado pela Carris valia 37 cêntimos à empresa – 43,6 milhões de euros graças a 118,3 milhões de passageiros –, nos primeiros seis meses a receita por passageiro já subiu para os 49 cêntimos – 46 milhões de euros com 93,2 milhões de passageiros. O encaixe com cada utente na Carris subiu assim 33,9% no espaço de um ano.

Já a CP divulgou na passada sexta-feira que sofreu uma quebra de 10,3% na procura, no primeiro semestre, tendo transportado menos 6,6 milhões de passageiros no período, com 57,9 milhões de utentes registados nos serviços urbanos, regionais e longo curso oferecidos pela empresa.

Apesar da quebra na procura, mostram os dados divulgados pela CP, as receitas da empresa de transporte ferroviário cresceram 3,9%, a que corresponde mais quatro milhões de euros. Assim, e do primeiro semestre do ano passado para este, as receitas por passageiro da transportadora passaram de 1,55 euros por utente para 1,8 euros, uma subida de 15,8%.

Fevereiro marca a diferença Os dados divulgados pela CP no final da última semana apresentam a evolução mensal de ambas as rubricas de passageiros e receitas, e nesta desagregação, tal e qual como nos números avançados por outras empresas de transporte relativos ao primeiro trimestre do ano, nota-se bem o impacto dos últimos aumentos, em Fevereiro, na evolução da relação entre os portugueses e os transportes.

Em Janeiro, a CP conseguiu uma subida de 2% nas receitas em comparação com Janeiro de 2011, tendo registado apenas uma quebra de 1% na procura – ambas as variações são reflexo do efeito dos aumentos de 15% nas tarifas anunciados em Agosto de 2011. Depois, com a nova ronda de aumentos tarifários a 1 de Fevereiro deste ano, a procura entrou em colapso, com a CP a registar menos 12% de utentes logo nesse mês. Os novos preços permitiram ainda que a empresa registasse uma subida de 5% nas receitas de Fevereiro. Destaque ainda para Junho, mês em que a procura na CP caiu 16%, o máximo do semestre e uma quebra em aceleração face a Abril (-7%) e Maio (-12%).

in: Jornal i, 30 Julho 2012

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