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Highway to Hell. Pelos caminhos de Portugal, mas sem portagens…

Valerá a pena fugir da auto-estrada e não gastar dinheiro com portagens? O i fez algumas simulações de viagens a partir dos maiores centros urbanos de Portugal Continental, e chegou a conclusões que o podem ajudar a tomar esta decisão: se quiser poupar dinheiro, vai ter de ter paciência, preparar-se para levar comida consigo e passar mais horas no carro – mas quanto maior a distância, maior a recompensa. Contas feitas, conseguimos encontrar caminhos que, considerando a ida e a volta, oferecem poupanças de 28 euros [de Lisboa a Aveiro], 55 euros [Braga a Milfontes] ou 86 euros [do Porto a Portimão]. Mas há rotas onde é possível poupar ainda mais.

Comecemos pela nota de rodapé: as contas prevêem o litro de gasolina a 1,67 euros, um automóvel ligeiro com quatro lugares e um condutor que respeite os limites de velocidade. Além disso, e sabendo que cada especialista da estrada conhecerá os seus próprios caminhos, assumimos que este conjunto de simulações apenas procura dar uma ideia dos eventuais ganhos que se podem alcançar com a fuga das portagens. Foram definidos três pontos de partida – grandes centros nas regiões mais populosas –, e como pontos de chegada foram escolhidos os locais procurados em férias: litoral, Algarve, Lisboa e Porto. A partir daqui, foi só fazer contas através do site ViaMichelin – viamichelin.pt.

conselhos Há um conjunto de conclusões que saem das simulações que servem para qualquer viagem. Ao optar por fugir das portagens, a duração da sua viagem vai crescer algumas horas. Neste caso, haverá cuidados a ter em conta para não deitar o esforço a perder: levar almoço/jantar, para não gastar em refeições, levar garrafas de água ou não ter o ar condicionado ligado horas a fio.

O factor segurança é algo a ter no topo das prioridades. A duração das viagens pelas vias secundárias é maior porque as estradas são de menor qualidade, obrigam a mais atenção e, por vezes, maior destreza. Se optar pela fuga às portagens, assuma que é para poupar e não entre em riscos desnecessários para ganhar uns minutos numa viagem de quatro ou oito horas. Lembre-se também que se optar por uma estrada secundária, mas depois andar feito acelera, o consumo vai disparar.

A sair de Lisboa A capital tem a vantagem de estar sensivelmente a meio do país, ao contrário dos restantes destinos considerados. Se viver nesta região e no Verão for para o Alentejo, Algarve ou Norte, há vantagens em fugir das auto–estradas.

Comecemos por baixo. A forma mais rápida de chegar a Portimão, indo de Lisboa, obriga a 281 quilómetros (km), 270 dos quais em auto-estrada. As portagens custam 23 euros e precisará de uns 34 euros de gasolina para enfrentar as cerca de três horas de viagem. Assim, são 114 euros – ida e volta. Se quiser reduzir este valor para menos de 70 euros – mas demorar cerca de 5 horas a chegar – pode sempre fugir da A2, logo ao km 19, para a N10, apanhando depois o IC1, de onde sairá em S. Bartolomeu de Messines: daí a EN124 leva-o a Portimão. Apesar de serem quase mais duas horas de caminho, fará praticamente os mesmos quilómetros –284 –, mas sem portagens. Os custos em gasolina serão idênticos aos pela auto-estrada.

Se sair da capital em direcção à costa alentejana, o início da viagem será idêntico ao trajecto algarvio. Depois do IC1 pode seguir viagem pela N120, apanhando o final do IP8 já perto de Sines. Em relação a custos, é possível chegar a Milfontes por 24 euros (48 euros, ida e volta), contra os 31 euros (62 euros) que a viagem custa com portagens – mas conte com mais uma hora de caminho.

A sair do Porto Na ligação entre Lisboa e Porto, as poupanças que se conseguem pela fuga das portagens rondam os 27 euros num trajecto de ida e volta. Contra os 317 km de viagem na auto- -estrada, tem 346 km por vias alternativas – num trajecto que o levará pelo interior do país, passando ao lado de Santarém, Entroncamento ou Coimbra, através da N110, IC3 e IC2. Neste trajecto, a duração da viagem ultrapassa as 6h30.

Já se quiser ir do Porto até ao Algarve ou Alentejo da forma mais económica, terá uma missão mais espinhosa pela frente. As seis horas que demora a chegar a Portimão pela auto-estrada, transformam-se em quase 10h pelos IC3, IC2, N110, IC1, etc… A poupança, contudo, na ida e volta, pode chegar aos 86 euros. Quanto à quilometragem, conte com 568 na versão económica, que se comparam com 559 km pela auto-estrada. Já para Milfontes, pode sonhar com uma poupança a rondar os 50 euros, graças a uma viagem de quase 480 km e 8h30 – contra os 468 km e 5h30 pela auto-estrada.

Caso viva pelo grande Porto, e prefira férias mais perto de casa, na opção Figueira da Foz, por exemplo, o caminho mais económico pode custar menos 14 euros – ida e volta –, e obrigar a mais meia hora.

A sair de braga Quanto maior a viagem, maior a poupança. Uma realidade que, saindo de Braga, fica esticada ao máximo: a caminho do Alentejo podem poupar-se quase 55 euros, ida e volta, por vias secundárias – a troco de quase mais oito horas de viagem –, enquanto que para Portimão as poupanças atingem os 74 euros, somando a ida e volta, mas com um pesado reverso de medalha: se na auto-estrada demora 6h40 a chegar ao destino, na via alternativa são 12h30. Ter ou não ter paciência, eis a questão.

in: Jornal i, 23 Julho 2012

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