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Menos 5,7 milhões em limpeza, higiene, vigilância, segurança e conservação

Empresa justifica reduções com “ganhos resultantes” da integração operacional com a transportadora Carris

O orçamento da Metro de Lisboa para o próximo ano prevê um vasto conjunto de poupanças que acabam por compensar parcialmente o corte de 94% nas indemnizações compensatórias que a empresa vai sofrer em 2015. A redução das transferências financeiras da Administração Pública para esta empresa pública obriga a que todas as rubricas da despesa sejam a partir de Janeiro suportadas apenas por receitas próprias, impondo um maior esforço financeiro sobre a empresa no próximo ano.

Segundo os mapas que acompanham a proposta de Orçamento do Estado para 2015, são várias as despesas onde a Metro vai cortar, em comparação com os valores que previu para 2014 no OE em vigor. Entre os cortes, destaque para a redução em 90% das verbas para a compra de material clínico – de 217 mil euros para 21,5 mil euros -, e de 57% no investimento em livros e outra documentação técnica. Já a compra de matérias- -primas, combustíveis e lubrificantes terá cortes na casa dos 30%, para uma poupança total nestes itens de 1,5 milhões.

Um ganho ainda maior para as contas da Metro de Lisboa virá, contudo, dos encargos das instalações e com limpeza, higiene, conservação de bens, vigilância e segurança, rubricas onde a transportadora irá gastar menos 5,7 milhões face à despesa que previu para as mesmas rubricas em 2014.

É na “conservação de bens” e da “vigilância e segurança” que se encontram os maiores contributos para a poupança de 5,7 milhões referida: serão menos 2,28 milhões em “conservação de bens” e menos 1,18 milhões em “vigilância e segurança” para o próximo ano. Contactada, a empresa detalhou ao i que as “previsões para 2015 de gastos em vigilância e segurança, limpeza, conservação e encargos com instalações” reflectem o impacto da “integração operacional com a Carris”, já que a administração conjunta das duas empresas “tem vindo a implementar um conjunto de medidas de optimização de processos e racionalização de gastos, visando eliminar excessos e desperdícios sem afectar a qualidade do serviço prestado”. Estas medidas, assegura a Metro, “produziram resultados visíveis já no exercício de 2014” – a poupança de 30% em combustíveis em 2015 resulta também das sinergias com a Carris, diz a Metro.

A empresa salienta que apesar da redução das despesas não perspectiva “qualquer redução dos níveis de serviço”, apontando ainda que “no caso da segurança e da vigilância os ganhos se devem ao facto da Metro ter diminuído as instalações dos serviços centrais”.

in: Jornal i, 10 Novembro 2014

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