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Escuridão. EDP corta luz a mais de 400 mil famílias por ano

Em três anos, EDP terá ganho 50 milhões com taxa de reactivação

A EDP cortou a luz a mais de 400 mil famílias por ano em Portugal continental desde 2011, segundo os números avançados pelo governo ao parlamento. De acordo com estes dados, enviados pelo Ministério do Ambiente e Energia em resposta às solicitações do Partido Comunista, a EDP Distribuição cortou o fornecimento a 511 mil clientes em 2011, 455 mil em 2012 e a mais 405 mil consumidores de baixa tensão durante o ano passado. Estes clientes são famílias e pequenos negócios. O número caiu, mas ainda representa 6,7% dos seis milhões de clientes de electricidade. Segundo a EDP, os dados incluem casos de falta de leitura do contador por mais de um ano e casas desabitadas.

A interrupção por incumprimento do contrato – não pagamento de contas – afectou 300 mil clientes. No final do ano passado, cerca de 291 mil famílias tinham pagamentos em atraso, embora nem todos os casos de mora reflictam incapacidade financeira. A taxa de interrupção nos clientes da tarifa social, que têm os rendimentos mais baixos, é de apenas 1,2%.

Depois do corte, as eléctricas exigem uma taxa de 50 euros para repor o serviço, além do pagamento da dívida. Em 2011, a EDP procedeu à reactivação do serviço em 370 mil lares, o que aponta para um encaixe teórico de 18,5 milhões de euros com as taxas. Em 2012, os religamentos foram 320 mil, ou seja mais 16 milhões, e no ano passado apenas 300 mil casas solicitaram o restabelecimento da electricidade: 15 milhões de euros. Em três anos, pode estar em causa a cobrança de 50 milhões de euros só em taxas para repor o serviço, que terão sido pagos, na maioria, por famílias em dificuldades financeiras.

Segundo os dados do governo, só perto de 70% dos cortes são repostos, o que pode ter três explicações: se uma família só consegue pedir à EDP que lhe devolva o acesso à electricidade 60 dias depois do corte, a operação não é considerada uma “religação” e não entra nos dados. Além disso, “se na sequência de uma interrupção de fornecimento a instalação passa a ser utilizada por um novo cliente”, também fica de fora das estatísticas. Há ainda segundas habitações onde o abastecimento não é reposto.

Ver também: Número de clientes apoiados pela tarifa social caiu 40% após a subida do IVA

in: Jornal i, 31 Janeiro 2014

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