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Desemprego. Quebra da taxa não está a favorecer os mais prejudicados

Salários baixos e aumento da taxa de desemprego jovem continuam a marcar as tendências do mercado laboral português

A reestruturação da economia portuguesa posta em prática pela troika e pelo governo PSD/CDS continua a assentar na redução generalizada do valor do emprego em Portugal. A taxa de desemprego, depois de atingir o pico, viveu o oitavo mês consecutivo de quebra em Outubro, reduções alimentadas pelos empregos que pagam no máximo o salário mínimo – 485 euros brutos por mês. Além disso, o grande flagelo do desemprego jovem continua sem controlo.

Desde que a troika chegou a Portugal e que o actual executivo entrou em funções, o total de trabalhadores no país que ganham o salário mínimo nacional saltou 13%, um aumento de quase 70 mil profissionais, havendo hoje 590 mil trabalhadores que não ganham mais que aquele valor. No lado oposto, nos salários acima de 1800 euros brutos mensais, a queda já superou os 26% até Agosto último.

Segundo os dados ontem divulgados pelo Eurostat, Portugal fechou o mês de Outubro com uma taxa de desemprego de 15,7%, valor que compara com os 16,9% de Outubro do ano passado e os 15,8% registados em Setembro deste ano. Apesar da melhoria registada nos últimos oito meses na taxa global, certo é que os jovens continuam condenados a não ter perspectivas: o desemprego entre os menores de 25 anos aumentou em Outubro para 36,5%, depois dos 36,2% registados em Setembro. O valor agora divulgado, contudo, está abaixo dos 38,9% registados em Outubro do ano passado, segundo o Eurostat.

Ao longo deste ano, e à medida que o Instituto Nacional de Estatística foi divulgando os seus dados sobre a evolução do desemprego no país, as estatísticas demonstraram que a criação de emprego em Portugal tem sido obtida sobretudo nos trabalhos com remuneração de menos de 310 euros mensais, que entre Agosto de 2012 e o mesmo mês deste ano deu um salto de 5,2%, segundo avançou então o Dinheiro Vivo – criação de mais 8 mil destes empregos.

Um outro aspecto a ter em conta na recuperação do emprego em Portugal é o ano bastante positivo que o sector do turismo está a viver, ainda a beneficiar do efeito Primavera Árabe. A criação de emprego sazonal tem sido um dos principais factores a explicar as quedas recentes do desemprego, aguardando-se o comportamento desta taxa nos próximos meses para entender melhor em que nível irá estabilizar.

Os números do Eurostat mostram ainda que a zona euro apresentava em Outubro uma taxa de desemprego de 12,1%, contra os 11,7% no mesmo mês do ano passado. Já o desemprego jovem na moeda única está nos 24,4%, acima dos 23,7% de 2012.

in: Jornal i, 30 Novembro 2013

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