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Internacionalização das empresas portuguesas impulsiona vendas da TAP

As empresas portuguesas intensificaram nos últimos anos a procura pelos mercados externos, uma forma de compensar a retracção total do mercado português e que leva a um maior fluxo de profissionais entre Portugal e vários outros países. Este movimento acaba por beneficiar sobretudo a TAP, que vê o seu segmento de corporate “a passar ao lado da crise que o país atravessa”, com as vendas a registar crescimentos de dois dígitos por ano. Angola, Moçambique e Brasil são os destinos que mais têm potenciado este negócio na TAP.

A companhia aérea portuguesa registou em 2012 vendas totais de 78,5 milhões de euros no seu segmento corporate, “o que significa um aumento de 12% face ao ano anterior”, sensivelmente mais 8,5 milhões de euros. Os dados são apresentados pela empresa na edição de Abril/Maio do seu jornal interno, onde é igualmente salientado que, apesar do forte crescimento de 2012, este ano os números são ainda mais fortes: entre Janeiro e Abril de 2013 a TAP “registou um crescimento” na receita corporate “de 18,6%”, um ritmo que a empresa espera que “se mantenha no resto do ano”. A confirmar–se esta previsão da empresa, o segmento corporate poderá fechar as contas de 2013 com mais de 93 milhões de euros em vendas.

“O actual clima recessivo é uma oportunidade, porque as empresas sentem a necessidade de se internacionalizar, o que tem um impacto positivo no tráfego de negócios”, comenta Alexandra Galhardo, responsável pelo segmento de corporate da direcção de vendas da TAP, citada pelo mesmo jornal.

Apesar do incremento das viagens de negócios, as empresas estão cada vez mais conscientes em relação ao factor preço. “Sentimos hoje uma preocupação crescente das empresas com os custos”, diz Alexandra Galhardo, que salienta que hoje estas viagens são mais planeadas, com “maior antecedência, com utilização de tarifas com restrições ao pagamento de penalizações ou a inibição das viagens em classe executiva na Europa”. Estas preocupações que visam sobretudo as viagens de menor duração, em que “a opção de conforto não passa tanto pelo voo em si, mas muito pelos serviços no aeroporto, isto é, prioridade no check-in, acesso ao fast track e aos lounges, estacionamento gratuito”.

Acordos com 3500 empresas Para conseguir extrair mais valor deste segmento, a TAP lançou alguns produtos específicos para as viagens de negócios de grandes ou pequenas empresas. O produto que visa responder aos grandes grupos económicos, o Top Corporate, representa hoje 77% do valor total gerado por este tipo de acordos e visa empresas que gastem mais de 100 mil euros anuais neste tipo de viagens. A companhia portuguesa “tem 220 acordos deste tipo”, número “ilusoriamente baixo”, já que “cada um pode englobar dezenas de empresas. Basta pensarmos nos principais grupos económicos portugueses”, reflecte a mesma responsável da TAP.

Quanto às pequenas e médias empresas, contam-se cerca de 3300 com acordos celebrados com a transportadora portuguesa, que representam 18% das receitas corporate. Com uma lógica de funcionamento idêntica ao programa de milhas, “este produto é o que apresenta maior margem de crescimento. Daí a nossa forte aposta no seu desenvolvimento e na comunicação. Os resultados  estão à vista, com crescimentos nos dois dígitos”, conclui Alexandra Galhardo.

O grupo TAP no ano passado registou prejuízos de 42,2 milhões de euros, uma melhoria de 45% face a 2011.

in: Jornal i, 21 Maio 2013

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