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Combustível. Preços nos hipers sobem mais que na Galp e Repsol

Continuam mais baratos mas compensam cada vez menos. O preço médio dos combustíveis nas bombas da distribuição fixou-se no ano passado nos 1,45 euros por litro, valor três cêntimos abaixo do preço médio da Galp. Este potencial de poupança compara todavia com os nove cêntimos de diferença que existiam em 2010 e os sete cêntimos em 2011, face à mesma Galp. Os números são de um estudo da Kantar World Panel, divulgado pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).

Segundo os valores calculados pela Kantar, desde 2010 que o preço médio do combustível nas bombas da distribuição subiu 25%. Se naquele ano o litro foi vendido em média por 1,16 euros nestas bombas, já no ano passado o valor fixou-se nos 1,45 euros. Em comparação, e no mesmo período, o preço médio na Galp subiu 18,4%, de 1,25 euros para 1,48 euros, enquanto na Repsol a subida foi de 22,6%.

O aumento das ofertas e dos descontos no último ano, que ganharam peso desde a entrada da distribuição neste mercado, poderá justificar os diferentes ritmos da subida de preços.

A única empresa que registou uma subida superior à da grande distribuição foi a BP, cujo preço médio saltou 26% desde 2010. Esta evolução dos preços parece encontrar eco na reacção dos consumidores: a BP, que não só apresenta o preço médio mais elevado como foi aquela que mais o subiu de 2011 para 2012, foi a única empresa considerada que perdeu quota de mercado em 2012, atingindo no último trimestre do ano a quota mínima desde 2010, com 11,7% em volume – registou 16,2% nos últimos três meses de 2011 – e 12,2% em valor – era 16,7%.

As subidas menos pronunciadas no preço médio da Galp ao longo do ano terão também ajudado a empresa a quebrar um ciclo de cinco trimestres seguidos com uma quota inferior à das bombas da grande distribuição: no último trimestre do ano passado a Galp registou 31,7% de quota em volume, igual à dos associados da APED. Em valor, a Galp superou mesmo o registo da distribuição – 31,8% Vs. 31% -, pela primeira vez desde o segundo trimestre de 2011.

Face a tudo isto, o estudo da Kantar conclui que “os hipers já não são solução para reduzir gastos”, tendo terminado 2012 sem ganhar clientes e a perder o dinamismo inicial. Já a Galp “manteve-se a mais atractiva: ganha clientela, embora se observe o mesmo comportamento de mercado, menos abastecimentos e redução de quantidade.”

A recuperação da Galp no último trimestre do ano, contudo, foi insuficiente para recuperar a liderança do mercado anual. Considerando todo o ano de 2012, as bombas da distribuição conseguiram uma quota global de 31,6% (volume) e de 30,9% (valor), contra os 30,6% e 30,7% da Galp.

No ano passado, o mercado dos combustíveis caiu 9,8% em litros, com quase menos 300 milhões de litros vendidos, para 2,4 mil milhões, quebra que em valor foi de apenas 4%, gerando mais de 3,6 mil milhões de euros. Assim, a evolução dos preços neste mercado permitiu compensar a quebra nos litros vendidos, com o abastecimento médio dos consumidores a cair um litro, mas a custar mais.

in: Jornal i, 17 Abril 2013

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