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Privatização. TAP passa ao ataque na defesa da sua imagem

Assim que foi conhecida a suspensão do processo de venda, a TAP tomou a dianteira e convocou os jornalistas para esclarecer a posição da companhia e iniciar um processo de recuperação de imagem, que segundo a empresa saiu danificada de todo o processo.

Transmitida a posição inicial perante os jornalistas, a companhia no seu jornal interno volta ao tema e ao longo de quatro páginas desmonta algumas das questões que a seu ver exigem esclarecimentos. “Muitas coisas foram ditas que afectaram a imagem da companhia, provenientes de ‘analistas’ e ‘especialistas’, em especial daqueles que falam sobre todos os assuntos (da economia ao futebol, à educação, à saúde, aos conflitos no mundo, etc.), dispondo de solução para tudo”, critica o artigo no jornal da TAP.

muitas dívidas? Depois de explicar que a crise e as reestruturações em curso no sector retiraram muito dos potenciais interessados pela TAP da corrida, a empresa, pela voz de Michael Conolly, responde a quem diz que a empresa tem uma dívida insustentável: “Mesmo em valores absolutos, tem vindo a ser reduzida de forma sustentada, constituindo actualmente 1,2 mil milhões de euros.”

A este respeito diga-se que a dívida total da TAP passou de 948 milhões de euros em 2000 até aos 1,413 mil milhões em 2008, ano em que financiou o crescimento da actividade com o reforço da frota, estando em queda desde então.

financiamento do estado? “Antes da abertura do processo de privatização estávamos a negociar um empréstimo de 100 milhões de euros, a longo prazo. Com o início da privatização, não fazia sentido contrair um empréstimo a longo prazo na iminência de entrada de capital”, explica o administrador financeiro da TAP, que especifica assim o porquê de a empresa ter recorrido à Parpública. “Mais tarde concluiu-se que o valor da primeira tranche da privatização seria inferior às expectativas iniciais”, e como uma operação de financiamento “demora entre quatro e cinco meses a concretizar”, a Parpública “fez um empréstimo à TAP, de curtíssimo prazo, com juros, que será pago logo que a empresa volte aos mercados”, assegura, sem avançar com datas.

Privatização não é vital Falada e prometida há mais de uma década, a administração da TAP considera que a venda da empresa não é crucial para a sobrevivência da companhia. “Vivemos há mais de 12 anos por conta própria”, diz Fernando Pinto, elencando os vários desafios que a TAP enfrentou no período, do 11 de Setembro à explosão do preço do combustível.

O CEO nega também que a frota da companhia seja antiquada, ainda que os aviões da empresa apresentem hoje uma idade média de 11,5 anos, um dos valores mais elevados dos últimos 12 anos. “É claro que o plano de negócios prevê o crescimento e a substituição de frota, mas isso acontecerá no momento mais oportuno.”

Por fim, Pinto volta a defender a aposta na Manutenção do Brasil, prometendo lucros em 2015 e revelando que em 2012 esta registou uma melhoria de 30% nos resultados operacionais.

in: Jornal i, 3 Janeiro 2013

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