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Atlântico. Concorrência já parou análise “diversas vezes” para recolher dados

A Autoridade da Concorrência (AdC) já teve “necessidade, por diversas vezes, de recolher informação adicional” junto do consórcio vencedor da venda do Pavilhão Atlântico para avaliar o impacto do negócio e opor-se ou não ao mesmo, avançou fonte oficial do regulador ao i.

A venda da sociedade Atlântico – Pavilhão Multiusos de Lisboa, S. A., proprietária do pavilhão, e da empresa de bilhética associada, a Blueticket, ficou decidida em Julho por 21,2 milhões de euros ao consórcio Arena Atlântico, composto por Luís Montez, Ritmo & Blues, a equipa de gestão actual do Atlântico, e ainda o BES. “A AdC está a recolher informação sobre todo o negócio em geral. Esta parte, a avaliação pela Concorrência, é mais processual, burocrática. Estão a apurar dados sobre como se processa o aluguer do espaço, como funcionam as empresas de bilhetes, as diferentes margens, taxas ou comissões dos negócios”, explicou Álvaro Ramos, da Ritmos & Blues, ao i, sobre a delonga. O mesmo responsável adiantou ainda que “no business plan” do consórcio “está previsto que a autorização da Autoridade da Concorrência surja até ao Natal”.

A necessidade de recolher dados adicionais já obrigou a suspender várias vezes os prazos de análise do negócio pela AdC. “O processo de concentração 38/2012 – Arena Atlântida/Pavilhão Atlântico, Atlântico, S. A. ainda se encontra em apreciação, em primeira fase de investigação, tendo havido necessidade, várias vezes, de recolher informação adicional junto da notificante”, explicou a AdC ao i. “O prazo de apreciação, nesta primeira fase, é de 30 dias úteis a contar da data de produção de efeitos da notificação, tendo a mesma ocorrido, no presente caso, a 17 de Agosto de 2012”, especificou ainda. Este prazo fica suspenso quando “entre outros motivos […] se verifique a necessidade de solicitar elementos à empresa notificante. O prazo para a instrução do processo encontrou-se assim suspenso nos períodos em que foi necessário solicitar elementos à empresa notificante”. Os 30 dias úteis para avaliar o negócio, se corressem sem interrupções, terminariam no final de Setembro. O regulador da concorrência já terá apresentado até ao momento cerca de 10/12 perguntas tanto ao consórcio vencedor como aos terceiros interessados na venda do Atlântico, sendo a contagem dos 30 dias úteis interrompida a cada nova questão.

A empresa Atlântico, S. A. lucrou 204 mil euros em 2011, contra os 381 mil de 2010, tendo realizado perto de 80 eventos. Com a crise, as receitas caíram 22%, para 5,7 milhões de euros.

in: Jornal i, 25 Novembro 2012

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