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TAP reduz fosso salarial no transporte aéreo em 1,6%

O ramo do transporte aéreo da TAP voltou a reduzir o gap salarial existente na companhia ao longo de 2011, com os vencimentos base mais altos pagos pela transportadora aérea a valerem agora 7,17 vezes o vencimento base líquido mais baixo pago pela empresa. No final de 2010, este leque salarial chegava a 7,29 vezes, e em 2009 os vencimentos base mais elevados da TAP valiam 8,6 vezes os mais baixos. Estes cálculos, da responsabilidade da própria companhia, não incluem a remuneração do conselho de administração da empresa.

A redução do leque salarial em 2011 foi então de 1,6% face ao ano anterior, ainda que continue longe do registo de 2008, quando o vencimento base mais alto da empresa valia apenas 7,01 vezes o mais baixo. Nesse ano, aos 8 148 euros de vencimento base anual de mínimo, correspondia um vencimento de 57 mil euros anuais de máximo.

Agora, e segundo os dados avançados pela TAP no relatório de sustentabilidade de 2011, o salário mais baixo pago no ramo de transporte aéreo da companhia foi de 8 302 euros anuais, ou 593 euros mensais considerando 14 pagamentos, valor idêntico ao registado em 2010. Contudo, a obrigação orçamental de reduzir salários nas empresas públicas, levou a que o vencimento mais elevado considerado pela companhia tivesse passado de 60,5 mil euros anuais para 59,5 mil euros de 2010 para 2011, um corte de mil euros no salário base mais alto, ou cerca de 72 euros mensais, que permitiu reduzir o leque salarial na empresa.

Administração não conta Caso os vencimentos do conselho de administração da TAP fossem tidos em conta nestes cálculos, a redução do leque salarial na empresa no ano passado mantinha-se uma verdade, ainda que com valores completamente diferentes daqueles avançados pela empresa no relatório de sustentabilidade citado. Fernando Pinto, CEO da transportadora, ganhou no ano passado 359,1 mil euros de remuneração base anual, valor que equivale a 43,3 vezes o salário base mais baixo pago pela empresa. Saliente-se, contudo, que em 2010 o vencimento de Fernando Pinto equivalia a mais de 50 vezes o vencimento mais baixo pago pela empresa, mas que, com as reduções remuneratórias entretanto decretadas para os gestores públicos, o vencimento de Pinto caiu de 420 mil euros anuais para 359 mil euros.

Mais 22,3% que o salário mínimo Apesar da diferença face à administração, o que é certo é que os salários mais baixos pagos pela companhia aérea ainda detida pelo Estado estão 22,3% acima do salário mínimo nacional (SMN). As contas mostram que o vencimento base mais baixo do ramo do transporte aéreo da TAP ronda os 593 euros mensais, que compara com os 485 euros de mínimo legal. De salientar, porém, que em 2007 a diferença entre a remuneração mínima da TAP e o SMN atingia os 44,4%: aos 403 euros de ordenado mínimo, a companhia respondia com um vencimento mínimo de 582 euros mensais.

in: Jornal i, 18 Agosto 2012

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