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Carris, CP e Metro reduziram trabalho extraordinário para mínimos históricos em 2011

As empresas de transporte cortaram a direito nas horas de trabalho suplementar no ano passado, tendo encontrado aqui mais uma forma de reduzir os gastos. As reduções nas horas suplementares chegaram aos 68% mas apesar das poupanças, a operação ressentiu-se. Uma das razões da greve de hoje prende-se com as alterações à forma de pagamento do trabalho extraordinário, previstas no Código do Trabalho.

Neste campeonato, a Carris e o Metro de Lisboa foram as empresas que mais cortaram no trabalho extra exigido, com o primeiro lugar a ser ocupado pela empresa rodoviária, com uma redução de 68,5% no total de horas de trabalho suplementar ao longo do ano passado. Se em 2010 os trabalhadores da Carris foram chamados a cumprir 238 mil horas de trabalho extraordinário, já em 2011 este valor ficou-se pelas 75 mil horas. “Esta acentuada redução de trabalho suplementar reflectiu-se numa poupança superior a 70% no montante despendido pela empresa em comparação com o ano anterior”, detalhou a Carris, que com esta decisão poupou 1,5 milhões – a transportadora passou de gastos de 2,06 milhões de euros com o trabalho suplementar para 569 mil. “Tal diminuição resultou de uma gestão mais eficiente dos recursos humanos, bem como da redução na oferta”, justificou a Carris.

Já no Metro de Lisboa, o corte no trabalho extraordinário ficou-se pelos 51%. “Ao nível do trabalho suplementar, atendendo aos limites legais fixados e à política contínua de contenção, foram atingidos em 2011 níveis mínimos históricos, passando-se de 42 660 horas em 2010 (…) para 20 880 horas em 2011”, avançou o Metro de Lisboa, que não desagregou os custos. Ainda assim, a empresa saúda o esforço do pessoal: “O decréscimo da taxa de trabalho suplementar, num ano de redução do efectivo (…), só foi possível de atingir como resultado do forte empenho dos colaboradores.” Apesar deste empenho, a operação do Metro ressentiu-se, registando uma taxa de apenas 97,75% das circulações previstas, que compara com as taxas superiores a 99% em 2010 e 2009. “As razões de fundo para a redução da taxa de realização de circulações em 2011 (…) foram essencialmente ligadas à ausência de pessoal tripulante, nomeadamente devido às greves e ao menor recurso a trabalho suplementar”, diz a empresa.

Na CP a opção foi idêntica, com o corte para metade do trabalho suplementar: “O esforço em termos da organização interna do trabalho, em particular na gestão dos recursos humanos afectos à operação, permitiram uma redução do trabalho suplementar em 2011 para metade do ocorrido em 2010”, diz a empresa, sem detalhar horas.

Na Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), o caso foi diferente. As horas de trabalho suplementar subiram 3%, subida que não teve reflexo no valor gasto pela STCP: se em 2010, e para 79 mil horas, a transportadora gastou 597 mil euros, já em 2011 o gasto incorrido com as 81,2 mil horas suplementares foi de apenas 583 mil euros.

in: Jornal i, 15 Agosto 2012

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