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RTP. São 31 os pivots, os entertainers e os administradores a ganhar mais de 6500 euros

Um grupo de 31 trabalhadores da RTP com funções de entretenimento, informação, gestão ou administração, recebe, cada um, um ordenado mensal superior não só ao do primeiro-ministro mas também ao vencimento a que o Presidente da República (PR) tem direito. Deste conjunto, oito colaboradores ganham mais do dobro do salário de Cavaco Silva – que ronda os 6500 euros –, sete dos quais não têm funções de gestão/administração.

Entraram este mês em vigor as novas regras para a remuneração dos gestores públicos, que limitam o vencimento destes profissionais ao do primeiro-ministro. O diploma visa pôr fim aos “exageros e distorções” que o governo identificou quando analisou as remunerações de presidentes e administradores das empresas públicas, segundo explicou Hélder Rosalino, secretário de Estado da Administração Pública. Contudo, várias empresas tiveram direito a excepções, entre elas a RTP, e, além disso, à imagem do que ocorre na televisão pública, há várias empresas onde os administradores e os presidentes não são os trabalhadores com os maiores ordenados.

Salários “A necessidade, já reconhecida pelo governo, de reestruturação da RTP, criando-se assim condições para a redução significativa do esforço financeiro dos contribuintes”, foi a razão evocada por um grupo de deputados do CDS para questionar o executivo sobre a existência de “trabalhadores, colaboradores ou avençados da RTP” a ganhar mais que o valor que “tem sido entendido […] como referencial de vencimentos no âmbito da função e gestão públicas, o do sr. Presidente da República.”

Segundo a resposta do executivo, há então 31 trabalhadores na RTP a ganhar mais que o PR. Neste grupo, 15 têm funções de gestão/administração e destes 14 ganham menos de 13 mil euros/mês. Já na coluna referente a trabalhadores de “entretenimento/informação”, são apontados 16 colaboradores com vencimentos superiores a 6500 euros, ganhando oito destes entre 10 mil e 19 mil euros e um consegue retirar da televisão pública mais de 30 mil euros.

Fazendo contas aos custos da RTP com os seus mais de 2400 trabalhadores, e segundo o relatório e contas de 2010, conclui-se que os 31 profissionais que ganham mais que o PR, e que representam 1,3% dos trabalhadores, custam 4,5% do total que a televisão gasta anualmente em pessoal, custando mais 249% que a média mensal de cada trabalhador: se cada colaborador da RTP custou em média 42,7 mil euros em 2010, estes 31 custaram em média 149 mil euros cada.

in: Jornal i, 3 Abril 2012

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