Empresas “adaptadas” têm dos trabalhadores mais caros

As empresas TAP e Caixa Geral de Depósitos (CGD), onde o governo permitiu que não fossem cortados salários, apresentam dos custos por colaborador mais elevados de todo o sector empresarial do Estado. Segundo os relatórios e contas de 2010, na transportadora aérea cada um dos 13 113 trabalhadores custou 42,7 mil euros naquele ano, enquanto no banco público cada um dos mais de dez mil funcionários custou perto de 47,5 mil euros.

Estes valores comparam com os 26 mil euros de custo por colaborador dos CTT, também em 2010, empresa cujos trabalhadores já exigiram um tratamento igual ao concedido à TAP e CGD. Na Águas de Portugal, o custo médio por colaborador é de 30 mil euros, ao passo que na Empordef cada empregado tem um custo médio de 21 mil euros/ano. O apanhado dos custos por colaborador destas empresas surge num relatório elaborado pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas sobre as contas do sector empresarial do Estado em 2010. Segundo os números deste relatório, o custo médio por colaborador nas 80 empresas públicas consideradas é inferior a 37 mil euros anuais. [Ler mais]

in: Jornal i, 12 Março 2012