Em 2003 a Carris iniciou um longo processo de reestruturação que levou a uma redução líquida de 1500 empregos até ao final de 2011, várias reestruturações na oferta, tarifários e lançamento de novos serviços para o cliente. Lentamente, a Carris foi recolhendo os frutos deste processo, tendo agora uma longa sequência de indicadores a provar a melhoria gradual nas contas, que só vão tropeçando nos custos financeiros que estrangulam a empresa.
O ano passado não foi excepção na recuperação encetada pela empresa quase há uma década: a transportadora bateu o recorde de EBITDA, com 34,4 milhões de euros, tendo obtido em 2011 o quarto ano consecutivo com este indicador positivo. A ajudar esteve não só a poupança de 13,4% na massa salarial, como o corte em 17,6% nos restantes custos da empresa, valores acima das metas impostas pelo governo.
Graças a estes cortes, a empresa conseguiu melhorar também os resultados operacionais no ano passado para 15,1 milhões de euros, obtendo valores positivos neste indicador pela segunda vez desde pelo menos 2003 e pulverizando a marca recorde de 2008: nesse ano os operacionais da foram positivos em 2,2 milhões de euros. Neste indicador vê-se igualmente a melhoria constante dos últimos anos nas contas da transportadora: de 2003 a 2007 a empresa melhorou os resultados operacionais de -61 milhões para -22,9 milhões, para em 2008 conseguir 2,2 milhões positivos, valor que nos dois anos seguintes voltou ao vermelho – nunca superior a 17 milhões –, tendo agora batido o recorde. [Ler mais]
in: Jornal i, 23 Fevereiro 2012