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Comissões. CGD, Banif, BPI e BCP cobraram 1,57 mil milhões em 2014

Valor implica um aumento global de 1,5% face a 2013 mas banca voltou a aumentá-las agora

BPI, BCP, Banif e Caixa Geral de Depósitos (CGD) encaixaram ao longo do ano passado pouco mais de 1,57 mil milhões de euros em comissões líquidas, um valor que representa um aumento de 1,5% face ao encaixe conseguido por estes quatro bancos ao longo de 2013 com a mesma rubrica – um crescimento de 23 milhões de euros. No valor das comissões encontram-se não só os custos de manutenção cobrados a clientes, como os encaixes deste género dos bancos nas suas outras actividades, como a banca de investimento, por exemplo.

Otema das comissões bancárias é um dos dossiês que persistem envoltos em polémica ao longo dos tempos, sendo a rubrica a que o sector bancário muitas vezes recorre para cobrar aos seus clientes perdas ou mesmo aumentos fiscais decididos pelos governos. Estas práticas bancárias estiveram ontem em discussão na Assembleia da República, num dia marcado pela notícia do “Jornal de Negócios” que mostrou que as comissões cobradas pelos bancos em Portugal dispararam recentemente, tendo em alguns casos os custos cobrados aos clientes pela simples manutenção da conta saltado até 200%.

Segundo as contas anuais dos quatro bancos referidos, o BCPfoi o banco que mais viu o encaixe líquido com comissões subir em 2014:os 663 milhões de euros ganhos em 2013 saltaram para perto de 681 milhões de euros no ano passado, mais 2,7%. Em termos relativos segue-se o Banif, com os 64,6 milhões cobrados em 2014 a representarem uma subida de 2,4% face ao exercício anterior. Já o BPIe a CGD registaram subidas ligeiras nas comissões líquidas, de 0,6% e 0,3%, respectivamente. No caso do banco de Fernando Ulrich, as comissões valem 312,2 milhões de euros e no banco público atingiram os 515 milhões de euros ao longo do ano passado.

Parlamento O PSD e o CDS apresentaram ontem uma proposta legislativa que, dizem, irá aumentar a transparência na cobrança de comissões pela banca, com Vera Rodrigues (CDS) a declarar na Assembleia que o objectivo da lei é “melhorar algumas práticas que, do nosso ponto de vista, são abusivas”. A oposição não vê os mesmos benefícios:“Esta iniciativa não tem efeitos práticos”, criticou Paulo Sá (PCP), postura semelhante à de Pedro FilipeSoares (BE), que apontou que o projecto não vai mudar nada.

in: Jornal i, 20 Março 2015

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