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Portugal fecha 2014 a perder emprego e com população activa em mínimos do século

Na UE28, Portugal foi o que mais perdeu empregos no final de 2014. População activa abaixo de 5,2 milhões pela primeira vez desde 1999

A economia portuguesa foi a que mais empregos perdeu no último trimestre de 2014 em toda a União Europeia, revelaram dados ontem publicados pelo Eurostat. Segundo o organismo europeu, que reúne os dados dos institutos de estatística de todos os países, a Europa a 28 viu o total de empregos subir 0,2% nos últimos três meses do ano passado, havendo apenas cinco países com perda de postos de trabalho:Itália, Chipre, Malta, Polónia e Portugal.

Do conjunto de economias que viram os níveis de empregabilidade recuar, Portugal não foi apenas o que perdeu mais empregos, mas o que os perdeu ao ritmo mais acelerado que os restantes – bastante mais. Os dados do Eurostat mostram que entre Outubro e Dezembro Malta perdeu 0,1% de empregos, Itália 0,2%, Polónia 0,3% e a economia cipriota 0,6%. Já Portugal mais que duplicou o ritmo de destruição de emprego de Chipre, perdendo 1,4% do total de empregos registados no final do terceiro trimestre – corrigindo assim o salto dado no Verão, período durante o qual o total de empregos subiu 1,4%.

Já na evolução anual do total de empregos em cada economia – quarto trimestre de 2013 comparado com o último trimestre do ano passado –, os números do Eurostat apontam que a UE28 registou um salto de 1% ao longo de 2014, valor que no caso português ficou por um crescimento de 0,7%. Este registo foi suficiente para representar um comportamento mais positivo que o de outros nove países europeus: Bélgica, Bulgária, França, Itália, Chipre, Letónia, Holanda, Áustria e Finlândia. Deste conjunto, todavia, apenas um tem mais desemprego que Portugal – Chipre, com 17,2%.

Activos em mínimo s Além da destruição de emprego que marcou o último trimestre do mercado laboral na economia portuguesa, o final de 2014 fica também marcado pela chegada do total da população activa no país ao ponto mais baixo de todo o século xxi. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em Dezembro último havia 5,189 milhões de activos na economia portuguesa. Para encontrar um valor tão baixo de população activa em Portugal é preciso recuar 15 anos, a  1999, último ano em que existiam menos de 5,2 milhões de residentes em Portugal com pelo menos 15 anos e disponíveis para trabalhar.

O total de população activa em Portugal atingiu o pico nos anos de 2007 e 2008, superando então os 5,5 milhões, mantendo-se nos anos seguintes pouco abaixo daquela fasquia. A partir de 2011, porém, entrou em rápido declínio: em 2012 eram já 5,32 milhões, depois 5,28 milhões e agora 5,18 milhões.

O desaparecimento de milhares de activos do país tem sido uma das razões para a redução da taxa de desemprego em Portugal, algo que se nota quando se cruza a evolução da taxa de desemprego com a evolução do total de empregos da economia: quando o desemprego chegou a 17,5% em Portugal no final do primeiro trimestre de 2013 registavam-se 4,35 milhões de empregos no país e 926,8 mil desempregados.

Até ao final do ano passado, o desemprego oficial recuou para os 13,5%, havendo 4,49 milhões de empregos registados e 698,3 mil desempregados. Ou seja, apesar da redução de 228,5 mil dos indivíduos desempregados entre Março de 2013 e Dezembro de 2014, no mesmo período a economia apenas criou 137 mil empregos, justificando assim apenas 60% da redução do total de desempregados contabilizados desde o pico do desemprego e até final de 2014.

Evolução

in: Jornal i, 18 Março 2015

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