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Sonae admite que guerra de preços prejudica concorrentes mais fracos

Paulo Azevedo lamenta posição dos “mais fracos” no retalho, mas vai manter estratégia de liderança pelo preço

O grupo Sonae fechou o primeiro semestre deste ano com um resultado líquido positivo de 52 milhões de euros, valor que compara com os 15 milhões de euros de lucro conseguidos pela empresa liderada por Paulo Azevedo no mesmo período do ano passado. A melhoria nos lucros atingiu assim os 248%.

Entre Janeiro e Junho deste ano, a Sonae acumulou 2 306 milhões de euros em volume de negócios das suas várias participadas, com destaque para o ramo ligado ao retalho alimentar, sobretudo pela sua dimensão: a Sonae MC vale quase 71% do volume de negócios total do grupo, tendo visto as vendas crescer 2,6% neste semestre, apesar do ambiente competitivo que diz viver em Portugal – ou até por causa disso mesmo.

“O mercado português de retalho alimentar tem sido extremamente competitivo desde o terceiro trimestre de 2013 levando a uma forte deflação dos preços e a uma situação onde os concorrentes mais fracos enfrentam grandes dificuldades”, refere Paulo Azevedo, CEO da Sonae, citado no comunicado da empresa sobre os resultados. Apesar das preocupações com os concorrentes mais fracos, o herdeiro do império de Belmiro de Azevedo promete continuar a lutar, isto apesar de já ser líder do mercado: “Nós não desejamos esta situação mas como líderes de mercado, dotados de operações mais eficientes, preços de mercado mais baixos e melhor desempenho financeiro, vamos, obviamente, manter a nossa estratégia de liderança pelo preço, variedade de produtos e ofertas promocionais.” Para reforçar a mensagem, o CEO da Sonae termina lembrando que “neste trimestre continuamos a reforçar a nossa quota de mercado, aumentando o volume de negócios em 3,5%”.

No comunicado enviado ontem à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae avança que o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) sofreu uma redução de 5,7% para 172 milhões de euros no primeiro semestre deste ano. Neste período, o grupo Sonae conseguiu ainda baixar de forma significativa a sua dívida total líquida, que caiu de pouco mais de dois mil milhões de euros em Junho de 2013 para 1,48 mil milhões de euros no mesmo mês deste. É uma redução de 27,4%, ou 560 milhões. Parte do corte veio “da desconsolidação da dívida da Optimus”, a antiga operadora móvel que entretanto foi negociada com a Zon, levando à criação da NOS, empresa detida a 50% pela Zopt, que por sua vez é detida em 50% da Sonaecom.

in: Jornal i, 21 Agosto 2014

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