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INE. Desemprego cai mas existem menos portugueses com emprego

Verão dá ajuda preciosa no Algarve e na Madeira. Desapareceram 112 mil jovens em idade activa num ano

O Instituto Nacional de Estatística divulgou ontem que a taxa de desemprego no terceiro trimestre do ano ficou nos 15,6%, valor abaixo dos 16,4% de Junho e que representa uma melhoria também face aos valores de Setembro de 2012 (15,8%). O mercado de trabalho continuou assim a beneficiar da sazonalidade – o terceiro trimestre é composto por Julho, Agosto e Setembro -, efeito que já vinha a reflectir desde o final do segundo trimestre.

Foi precisamente nas regiões mais turísticas do país onde a descida do desemprego mais se fez sentir. Só no Algarve, e do segundo para o terceiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego caiu de 16,9% para 13,8% e na Madeira recuou de 18,8% para 17,3% no mesmo período. Já nos Açores a taxa subiu: de 16,1% para 17,7%.

Apesar da melhoria no desemprego no trimestre face ao mesmo período de 2012, o que é certo é que há menos residentes em Portugal com emprego. A taxa de desemprego resulta da divisão do total de desempregados pela população activa registada e, assim, existindo menos trabalhadores no país, por culpa da emigração, por exemplo, a redução da taxa não é só explicada pela criação de emprego. Prova disso mesmo é a evolução das pessoas com emprego registadas pelo INE: se no segundo trimestre de 2012 o desemprego chegava a 15,8% mas havia 4,6 milhões de empregados, agora, e apesar de uma taxa de desemprego inferior (15,6%), o total de residentes com trabalho caiu para 4,5 milhões – a redução foi de 102,7 mil empregos.

Só serviços melhoram Ainda em relação à evolução no total de trabalhadores em Portugal, se compararmos o segundo com o terceiro trimestre deste ano já se nota uma variação positiva: os 4,5 milhões no final de Setembro representam uma ligeira melhoria de 48 mil postos de trabalho face à população empregada no final de Junho.

Esta melhoria trimestral ao nível da população com emprego veio apenas do sector dos serviços, que engrossou as fileiras em mais 75 mil profissionais no trimestre, valor depois reduzido à conta das restantes áreas de actividade, como a agricultura, produção animal e pesca, onde se perderam 16,5 mil empregos, e a indústria, construção e energia cujos quadros recuaram em 10,5 mil pessoas.

Jovens pagam e fogem Apesar da descida do desemprego no país no terceiro trimestre, esta acabou por beneficiar sobretudo os trabalhadores com 35 ou mais anos. Na faixa etária entre os 15 e os 24 anos até houve um aumento trimestral no total de desempregados, com mais seis mil registados, havendo depois um recuo de 10,5 mil desempregados na faixa entre os 25 e os 34 anos. Já nas divisões seguintes – 35 aos 44 anos e com mais de 45 anos -, houve recuos superiores a 20 mil desempregados em cada faixa, do segundo para o terceiro trimestre.

A diferença de impacto da descida do desemprego em termos de idades até podia ser explicada pelo facto de em termos anuais terem sido os jovens quem mais beneficiou com a redução da taxa de desemprego. Mas as aparências podem enganar: se o total de desempregados até aos 34 anos caiu em 43,3 mil de Setembro de 2012 a Setembro de 2013, tal deve-se ao facto de terem sido os jovens quem mais está a abandonar o país. É que no mesmo período deixaram de estar registados como população activa mais de 112 mil jovens entre os 15 e os 34 anos em Portugal.

in: Jornal i, 8 Novembro 2013

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