Casais desempregados caem 9,4% desde Março, mas ainda acima de 2012

Total de casais em que nenhum dos dois tem emprego está em queda há três meses, mas em Junho ainda eram mais 45% que em Junho de 2012
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No final de Junho deste ano existiam 12 065 casais em Portugal Continental em que ambos os elementos estavam inscritos num centro de emprego. Este valor é muito superior ao registado em Julho de 2012 – 8316 casais -, mas confirma a tendência recente de redução destes casos. Entre Abril e Junho deste ano, o total de casais sem emprego recuou de 13 315 para os 12 065 de Junho, uma melhoria de 9,4%.

A quebra no total de casais de-sempregados em Portugal Continental durante o último trimestre está assim em linha com os valores avançados pelo Instituto Nacional de Estatística para a taxa global de desemprego no mesmo trimestre do ano – quando reportou uma descida de 17,7%, para 16,4% do desemprego total.

Segundo os dados ontem revelados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), “no final de Junho de 2013 estavam registados nos centros de emprego do Continente 653 967 desempregados, dos quais 49% eram casados ou viviam em situação de união de facto, perfazendo um total de 322 451”. Em relação ao ano passado, “o desemprego registado nos centros de emprego do Continente aumentou 6,5%”, mas em comparação com Maio de 2013 o valor “decresceu 1,9%”.

Os números publicados pelo IEFP mostram ainda que, no total de desempregados inscritos em Junho, e além dos casados ou em união de facto, se contavam 250 mil desempregados solteiros, 64,5 mil divorciados e pouco mais de 10,5 mil viúvos. Em relação a Maio deste ano, todas as condições assistiram a recuos no total do desemprego, com destaque para a redução de 2,7% dos desempregados solteiros – são agora 39% do total.

ofertas de emprego No segundo trimestre deste ano, quando a taxa de desemprego caiu mais que o esperado, as ofertas de emprego recebidas pelo IEFP, assim como as colocações, subiram gradualmente. Se entre Janeiro e Março deste ano a média das colocações do instituto rondava as 5 mil mensais, em Abril, Maio e Junho foram registadas mais de 7300 colocações mensais, em média.

Houve também um salto significativo nas ofertas de emprego já no segundo trimestre deste ano. De Janeiro a Março houve 8600 ofertas mensais, número que salta para 11 800 mensais no segundo trimestre. Esta evolução pode reflectir as alterações que foram desenvolvidas recentemente na forma de operar do IEFP, mas também os programas de incentivo ao emprego lançados pelo governo, como o Impulso Jovem – entre Janeiro e Junho, os jovens com menos de 25 anos registados no IEFP recuaram de 93 mil para 81 mil.

in: Jornal i, 17 Agosto 2013