Ninguém quer estar na pele de Papandreou. Já poucos gostam dele na Grécia, incluindo o seu próprio partido, e agora é a vez de os pares europeus odiarem o primeiro-ministro grego. Tudo porque o berço da democracia decidiu levar a referendo o segundo pacote de ajuda acordado com a União Europeia. Por cá, a surpresa grega fez logo soar os sinais de alarme. Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas – o único membro do governo a falar –, a consulta popular aos gregos é um “factor de insegurança e imprevisibilidade” logo no momento “em que a Europa mais precisa de sinais deconfiança”.
Mas haveria outro caminho possível com o crescendo da contestação em Atenas? Não, mas os riscos do referendo são demasiado altos, dizem economistas e políticos ouvidos pelo i, que, contudo, não vêem necessidade de um referendo por cá. [Ler mais]
in: Jornal i, 2 Novembro 2011